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Expresso

Ainda bem que o Livre é o CDS da esquerda

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A inesperada luta pela liderança entre a AD (recuso-me a usar a sigla Paf) e o PS está a encobrir a grande novidade das eleições de Outubro: a existência de uma esquerda disponível para fazer coligações de governo com o PS. Dentro da história da nossa democracia, isto é mais ou menos como descobrir um novo símbolo químico na tabela periódica. É injusto ver o Livre como uma mera dissidência pessoal ou egocêntrica do Bloco, porque está em cima da mesa um choque entre duas culturas políticas. Para perceber isto, basta ouvir o truque de ventríloquia de Francisco Louçã que também é conhecido por Catarina Martins. O truque, dizia eu, anda por aí indignadíssima com o Livre. Estão a destruir a pureza da esquerda! O Livre é o CDS da esquerda! O títere de Louçã diz isto como se fosse um insulto, que nojo, pá, ser uma espécie de CDS de esquerda disponível para fazer acordos e compromissos, que nojo, meu Deus, onde é que já se viu andarmos a fazer acordos, compromissos e alianças em democracia?

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