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Expresso

Sinel de Cordes e João Quadros: os limites do humor

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Uma mulher é violada; a notícia aparece nos sítios dos jornais; um humorista reage na hora com uma piada tweeteira sobre a violação; a piada causa um dos habituais sururus nas redes sociais com gente a pedir a cabeça do humorista, que ele é uma besta!, que ele não devia estar na televisão x e no jornal y!, que a ERC ou qualquer outra autoridade devia intervir porque aquilo não é humor! Isto aconteceu no ano passado com Sinel de Cordes, humorista da SIC Radical. Quem é que tem razão? Ora, uma piada ou um humorista por inteiro até podem ser ofensivos e boçais, mas os limites do humor não são definíveis pela democracia popular das redes sociais ou por qualquer autoridade. Lembram-se do “Charlie Hebdo”? Também era ofensivo e boçal, mas tinha o direito a essa boçalidade. O bom gosto não pode ficar debaixo da alçada de uma autoridade estatal e, acima de tudo, não pode depender das maiorias fofinhas e autoritárias que se formam todos os dias nos facebooks e twitters. Caso contrário, ficaremos apenas com o humor bem comportadinho do Ricardo Araújo Pereira dos últimos anos.

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