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Expresso

Tratar os gregos como crianças

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Começo com palavras de Petros Markaris, escritor grego que ainda consegue respirar acima do cerco radical: “A Grécia encontra-se nesta situação não por causa da Alemanha ou dos outros países da Eurozona. A culpa é nossa”. Este é um discurso patriota, o exacto oposto do discurso nacionalista de Tsipras. O curioso é que o lero-lero ultranacionalista e desresponsabilizador do Syriza encontra eco poderoso entre nós. Em Lisboa, leio e oiço coisas tremendamente fofas sobre a Grécia, mas esta fofura helénica tem um problema de fundo: trata os gregos como crianças, percepciona o povo grego como um ser inimputável a quem não se pode atribuir responsabilidades, a quem não se pode exigir uma reforma profunda da Grécia. É como se não existissem gregos concretos com um passado concreto que explica o que se passa, é como se não existissem pessoas a viver num estado clientelista e controlado por máfias políticas e sindicais (pré-Syriza).

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