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Expresso

Relvas e Jorge Coelho: os Zé Sempre em Pé

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No velhinho “1,2,3” de Carlos Cruz, o meu boneco favorito era a Bota Botilde, e num certo dia de triste memória a Bota foi substituída pelo infame Zé Sempre em Pé, uma espécie de bobo da corte que tinha a virtude de estar sempre de pé devido à sua base redonda; era impossível derrubar o boneco; baloiçava de um lado para o outro até ficar de novo na vertical. Lembro-me sempre do Zé Sempre em Pé quando observo as sete vidas daquelas figuras da pátria que habitam a terra de ninguém entre a política e os negócios. Conseguimos derrubar os Espírito Santo e os Bava, conseguimos derrubar os Sócrates, mas estas figurinhas permanecem de pé, baloiçam mas não caem, ali ficam entre linhas a fazer ligações, meio na sombra, meio na luz.

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