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Expresso

Não preciso da justiça para condenar Sócrates

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Não preciso da justiça para fazer uma condenação moral de Ricardo Salgado. Aquilo que conhecemos chega e sobra para um julgamento moral que está a montante do julgamento judicial. Aliás, uma sociedade livre não pode desistir deste juízo que é independente das alíneas jurídicas. As sociedades atadas ao respeitinho salazarista é que delegam nos tribunais a exclusividade do juízo moral, limpando as mãos como Pôncio. Salgado cometeu crimes? Essa decisão cabe à justiça, mas antes do voz do juiz convém que Salgado oiça a nossa voz: cometeste imoralidades, meu caro, e o teu nome estará para sempre manchado. Não, não preciso do sucesso jurídico da lei (uma condenação legal) para fazer o meu juízo moral sobre os Espírito Santo. E o mesmo se passa com José Sócrates. O que eu acho estranho é o duplo padrão de grande parte da imprensa e comentadores. 

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