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Expresso

Joseph Blatter: a madame utópica

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A série “Boardwalk Empire” retrata a geração dourada do crime americano: lei seca, tommygun e ascensão social. Sim, “Boardwalk Empire” ilustra com precisão o sonho de todo o mafioso, a legitimidade. Todos querem deixar qualquer coisa grande e legítima aos seus descendentes, na esperança de que a geração seguinte atinja a respeitabilidade. Há personagens que conseguem essa utopia (o pai de J.F. Kennedy) e há outras que não conseguem, como Nucky Thompson, a personagem principal. Dentro deste lote de falhados, a minha personagem favorita é Gillian Darmody (Gretchen Mol), uma madame com ares de governanta da realeza, uma madame que julga ter não um bordel mas uma casa-de-chá-onde-cavalheiros-distintos-podem-passar-algum-tempo-de-qualidade. Através da linguagem e da pose teatral, Gillian consegue recriar a fantasia, ela julga mesmo que não gere um prostíbulo. É a madame utópica. Quando olho para Joseph Blatter, é a doce Gillian que me vem à cabeça. 


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