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Expresso

Não sabemos a sorte que temos

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Sábado de manhã, levámos as pequenas à piscina como de costume. E, ao contrário do que é costume, havia novos e exóticos coleguinhas: meninos muçulmanos acompanhados pela mãe, écharpe no cabelo, rímel nas pestanas, delicadeza no trato. Iniciada a aula, ela subiu com elegância a bancada onde costumam ficar os pais e começou de imediato a falar com a minha mulher em inglês. Era evidente que estava a ressacar por contacto humano. Não demorámos a perceber porquê: é cidadã de um caótico país do Médio Oriente e está a fugir daquilo há mais de um ano; já esteve num país europeu mais rico mas não gostou, as pessoas não sorriam; aqui parece que sorriem, não se sente uma intrusa. 


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