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Expresso

Coluna de alterne

Protesto indignado contra o amigo do Estado

A Coluna de Alterne, sempre disposta a ver as coisas pelo prisma mais difícil, que é o prisma heptagonal, protesta veementemente contra o facto de o Estado viver acima das suas possibilidades (das suas do Estado e das suas da Coluna) e exige que o Estado seja preso até se saber quem é o amigo que lhe dá aquele dinheiro todo

Em primeiro lugar, num aspeto que parece lateral, mas não é, quero dizer que me prometeram um crescimento para este ano. Mentirosos! Fui medir-me e meço até um pouco menos do que no ano passado. Se já é intolerável que se possa viver com tais mentiras, imaginem agora o que não podemos e devemos desconfiar quando descobrimos que o Estado, que diz sempre ser pobrezinho e não ter dinheiro para nada, arranja do pé para mão mais não sei quantos milhões de euros.

Cá para mim o Estado tem um amigo que lhe transfere mensalmente para a conta uma enormidade de massa. Esse amigo, o Zé Pagante, devia estar preso por estar a sujar dinheiro. Ganha-o honestamente, na sua oficina, no balcão da sua loja, no gabinete do seu emprego, no volante do seu camião e depois, parte dele entrega-o para que o Estado o gaste à tripa-forra. Claro que o Estado dirá que faz boas ações com esse pecúlio, mas quem não o diria nas mesmas circunstâncias?

Preso devia estar o Zé Pagante e preso também o Estado até explicar, tim tim por tim tim, onde foi arranjar o dinheiro. Porque, meus caros amigos, isto não é normal. Andar uma pessoa a esfalfar-se a trabalhar para depois o dar a outra? Ou o dinheiro não lhe custa a ganhar ou está perante uma chantagem incrível, ou outra coisa qualquer espúria, mas digna de investigação.

Daqui, pois, apelo aos procuradores necessários, incluindo o dr. Rosário Teixeira e aos juízes suficientes - ou seja, ao meritíssimo Carlos Alexandre -, para que atuem imediatamente e ponham a andar este dossiê de forma a que ele possa estar concluído antes do Ano Novo de 2023.

O Estado, que é uma figura de autoridade, deve ser encarcerado em Évora. Já o Zé Pagante, que é um borra-botas sem qualidades, pode ficar na Carregueira.

O que é importante é que durante as investigações um não possa contactar o outro.

Pensem nesta ideia e atuem. Vá lá!