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Expresso

Coluna de alterne

Em defesa da coligação PS/CDS/Livre/Marinho/Eu próprio

A Coluna de Alterne, a única coluna que defende alternativas políticas de jeito e se propõe ir para o próximo Governo, vem em socorro da frase "Coligação PS/CDS? Seria um grande governo" proferida por um primo nosso

É necessário, como toda a gente sabe, um grande compromisso nacional que tire o país da crise e o leve não sei quando para não sei onde a fim de atingir não sei bem o quê. Ora, esta visão permite-me unir a todos os que pensam como eu (aos que não pensam nada) e ao dr. Basílio Horta que foi precursor desta ideia ao defender um acordo só entre o CDS e o PS, que me parece um pouco restrito.

O dr. António Costa vai ser primeiro-ministro e o dr. Passos Coelho vai para líder da oposição. Tudo isto faz parte do meu plano e nem necessita eleições. Entretanto, o dr. Basílio Horta, que apesar de ter sido apoiante de Sócrates, candidato pelo PS e irado anti-neo-liberal, foi sempre, na sombra, um democrata-cristão de direita (para não dizer quase fascista, como o dr. Mário Soares o caracterizou em 1991, altura em que o dr. Horta dizia do ex-líder do PS o que Maomé não disse do toucinho), o dr. Basílio, que por via do Eça é primo de nós todos, será o artífice da unidade.

Portas, claro, desde que tenha uma pasta no Governo fica. Aliás o principal slogan jamais usado por Portas foi "Eu fico!". Pires de Lima se ficar na Economia, fica. Penso que o primo deve querer uma pasta de Estado, talvez vice-primeiro-ministro, mas como o dr. Costa quer virar à esquerda tem de meter o dr. Rui Tavares como ministro dos Assuntos Europeus, um tema de que ele gosta e uma forma de o Livre ir para o Governo sem fazer estragos. Por imposição do engenheiro Sócrates, o Marinho e Pinto vai para ministro da Justiça, e eu próprio, que sou o autor da ideia, para ministro das Finanças, comprometendo-me, desde já a baixar metade de cada imposto para metade e a aumentar a outra metade para o dobro. Isto parece não dar trabalho e ficar tudo na mesma, e na realidade é o que acontece - mas não só comigo, é com todos.

De qualquer modo, seremos felizes. Bastará ver a alegria que damos ao poeta Manuel Alegre por ver a esquerda - CDS, Basílio, eu e Marinho - no Governo, ainda que coligados com o centro de António Costa (se não é isto é algo parecido). E conseguiremos voltar a um crescimento robusto, ou pelo menos a fumar charutos robustos, se o crescimento não se verificar.

Enfim, só tenho uma palavra: vai ser bom!