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Expresso

Onde é que está o fascista da Padaria Portuguesa?

Coluna atenta esta, que não está habituada a lidar com pessoas de classes inferiores como padeiros, não podia deixar de se associar à indignação que grassa por esse mundo digital com um tipo de que nunca tinha ouvido falar, mas que parece que é gerente de uma padaria e disse coisas inacreditáveis. Aqui fica o meu protesto

Não podemos admitir que a Padaria Portuguesa queira construir um muro que a divida da Casa Inglesa em Portimão e ainda por cima mande a Casa Inglesa pagá-lo. Isso é próprio de um cretino! Há também uma Casa Francesa na rua dos Anjos em Lisboa que tem sido ameaçada pelo gestor da Padaria Portuguesa, e a própria York House, ali ao pé de Santos, já teve de pedir proteção policial.

A política nipo-nazi-imperial (e mesmo cerveja de garrafa) da Padaria Portuguesa é inadmissível, tanto mais que já tendo uma Confeitaria Nacional que também deve pagar salários mínimos, é manifestamente redundante haver uma Padaria Portuguesa a fazer o mesmo.

Do meu ponto de vista, a dita padaria devia ser fechada, de modo a que mais ninguém visse o padeiro, e os seus trabalhadores, vilmente explorados pela gestão, deviam ser despedidos e ir para o subsídio de desemprego onde não são obrigados a trabalhar 40 horas por semana!

O padeiro de serviço, que gere tudo à padeiro (e sabe-se que tudo o que é feito à padeiro não presta, à exceção do cabrito) devia saber que os trabalhadores que ficam a ganhar o salário mínimo porque o salário mínimo os apanhou, têm de ser imediatamente aumentados porque se não ganhavam o mínimo, também não podem agora ser despromovidos e ficar a ganhar o mesmo que um trolha. Claro que se coloca a questão de saber se um trolha vale o mesmo, mais ou menos do que um empregado da Padaria, mas tudo isso depende de várias condicionantes e normativas que nem o trolha nem o padeiro entendem, pelo que não vamos por aí.

Outra coisa que o padeiro devia ter evitado falar era da tortura. Aquilo de ele dizer que tortura é eficaz é de uma desumanidade incrível. Não é menos verdade que o salário mínimo é uma espécie de tortura e que o padeiro não vê mal nenhum nessas coisas, mas devia ser preso. Sobretudo por ter um cabelo e um penteado que são incrivelmente ridículos.

Outra acusação ao padeiro é o modo como ele trata a Imprensa. Fazem-lhe perguntas e ele responde. Quer dizer responde mesmo, com respostas acerca do que pensa, em vez de dizer o que está toda a gente à espera do que é suposto ele dizer. Como se sabe, a uma pergunta deve responder-se com um (ou dois) lugar-comum e nunca com uma reflexão que corre o risco de desagradar à grande brigada da indignação. Ora bem, quando os patrões na concertação social aceitam aumentar o salário mínimo só a troco de compensações (sejam da TSU, antes, seja do PEC, agora) todos dão palmadas nas costas e brindam. Se vem um patrão concreto dizer que paga o salário mínimo, os mesmos ficam indignados. E bem! Porque sem indignação o país não avança!

Assim também não, mas com indignação esvaziamos a bílis, ou lá o que é.