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Expresso

O que se passa no triângulo Schäuble-Passos-Costa?

Coluna terrível e atenta, fomos ao site do MyHeritage, uma coisa que tem a genealogia de todas as pessoas do mundo, assim como os mórmones têm os registos de nascimento de todos os que hão de ressuscitar nos últimos dias, e descobrimos algo absolutamente inédito. De tal forma inédito, que nós próprios não acreditamos no que dizemos. O mesmo que costuma acontecer a António Costa ou a Passos Coelho

Tudo começou por desconfiarmos de algo que é evidente: existe entre Schäuble e Passos mais do que apoio, mais do que solidariedade partidária, mais do que amizade. Assim como o ministro alemão tem pelo Governo de Costa mais do que inimizade, mais do que oposição de pontos de vista, mais do que simples desconfiança. Naturalmente, uma coisa assim, para citar o grande sociólogo político-almoçarista Saraiva, só pode ter uma explicação sexual. Ou coisa do género. Foi, pois, essa a pista que seguimos.

Em boa hora o fizemos. A descoberta não podia ser mais concludente. Verificando os registos do nascimento de Passos, descobrimos que o seu padrinho tem de apelido Santos e que é do Norte do distrito de Viseu ou do Sul do distrito de Vila Real, pelo que o apelido é Xantusse. Verificando de perto as fotografias, nem sempre nítidas da época, não temos dúvidas em afirmar que este Xantusse não é outro senão Wolfgang Schäuble. O aportuguesamento do apelido foi apenas uma forma disfarçada de parecer ele próprio cidadão nacional numa altura em que andava a tentar fugir das teorias keynesianas do Governo de Willy Brandt.

Acontece que Costa se chama Santos, recordando a Schäuble os tempos em que não era ninguém senão um tipo com um nome falso que foi padrinho de alguém que se tornou primeiro-ministro. Ah! A alegria que Wolfgang sentiu, juntamente com o orgulho que invadiu o seu peito nos anos em que Passos esteve no poder. Mas depois veio o Costa, o Santos Costa. E o velho Xantusse que havia em Schäuble reviveu com estrondo. O ódio que passou a devotar a um homem com tal nome foi, a partir de então, algo desmesurado.

Não é tanto por ele odiar os socialistas, coisa que também lhe acontece por ter sido enganado por um socialista que lhe vendeu um casaco de peles falsas como - citando Saraiva - vingança por ter andado atrás da mulher do vendedor, que mais não era do que um autarca da Póvoa do Lanhoso. É mais aquele nome que o enfurece. Ao contrário de Passos, que sendo coelho desperta em Wolfgang os mais rematados carinhos.

E aqui têm a razão principal de Schäuble se meter nos nossos assuntos internos. Neo-liberalismo? Qual o quê! Política? Qual o quê? No essencial tem a ver com recalcamentos, amores não correspondidos, vendedores de casacos e ternura pelos afilhados. Não sei se perceberam. Eu não, mas sou estúpido!