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Expresso

A Caixa (Geral de Depósitos) dos Segredos

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Convencido e esmagado por todos os argumentos daqueles que não querem expor a Caixa Geral de Depósitos à devassa, à tortura de ter de dizer a verdade sobre os verdes anos que passou, esta coluna, que como sempre está atenta ao sofrimento alheio, propõe a que lhe parece ser a única solução viável: tornar a CGD numa organização secreta, onde todos se reúnem embuçados (embora não sejam obrigados a cantar o fato do supracitado)

Em duas palavras, ou melhor, dois pontos, para não tornar esta coisa demasiado densa e maçadora a situação resolve-se deste modo:

I – Nomeação e preservação dos nomes dirigentes da CGD

  1. Ninguém, salvo Sexas o primeiro-ministro e o ministro das Finanças, que os nomeiam, saberá o nome dos gestores da Caixa;
  2. Os nomes, encerrados num envelope devidamente lacrado, serão depositados no Supremo Tribunal de Justiça e no Tribunal Constitucional, à guarda dos respetivos presidentes;
  3. O Governador do Banco de Portugal e os seus dirigentes apenas saberão, através de letras ordenadas, quantos são os dirigentes da Caixa. Onde A corresponde a presidente; B e C a vice-presidentes e o resto do alfabeto aos vogais. O pessoal dirigente será designado por duas letras, donde AA alguém dependente do presidente e CB alguém dependente do segundo vice-presidente, e que corresponde ao segundo diretor mais importante que dele depende;
  4. O Banco Central Europeu tomará conhecimento das letras disponibilizadas ao BdP e pode, em casos excecionais, pedir ao ministro das Finanças a correspondência entre uma letra ou conjunto de letras e o nome do visado;
  5. Qualquer organismo internacional saberá quem são os administradores através da compra de informação a um membro do SIS, que a fornecerá por menos de 10 mil euros, embora a informação seja falsa;

II – Funcionamento interno da CGD

  1. Entre os gestores e os dirigentes da CGD não há conhecimento nem reconhecimento, uma vez que reúnem com um capuz na cabeça - preto se for homem, branco, como o do KKK, se for mulher;
  2. Cada um terá, ainda assim, um aparelho para distorcer a voz, de modo a não se perceber pelo timbre que um deles possa ser o Dr. Marques Mendes, o Dr. Louçã, o Dr. Bagão ou outro Dr. com presença assídua na TV, mesmo que seja o Dr. José Gomes Ferreira ou Miguel Sousa Tavares, que não demorariam muito em ir para a TV denunciar o que se passa na Caixa e exigir uma Comissão de Inquérito;
  3. Quem divulgar, emitir, difundir ou, por qualquer outro meio, fizer saber quem administra, dirige ou faz parte da estrutura dirigente da CGD incorre em crime de desobediência que pode ser punido com pena de prisão até sete anos.

Penso que desta forma fica prevenida a devassa, a destruição, o assalto e as posições da Drª Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix, Carlos César e Jerónimo de Sousa, verdadeiros artífices da defesa da nossa banca, sobretudo da nossa banca pública.

A Bem da Nação, publique-se