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Expresso

Regiões de todo o país, indignai-vos!

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Esta coluna, sempre em defesa dos desfavorecidos, vem fazer um favor ao pessoal que tem sido discriminado nas fúrias das redes sociais. Depois dos alentejanos, furiosos com o que um tal Raposo deles disse, e dos trasmontanos, indignados com um tal Cid, falta claramente uma onda de indignação contra minhotos, beirões, ribatejanos, algarvios e outros. E isto deixando as ilhas de fora; dos tipos das ilhas nem vale a pena falar, porque depois não os compreendemos

Como vivo para consertar o que está mal, decidi fazer um pequeno ‘aide memoire’ (digo eu que sou chique) para aqueles que quiserem dizer coisas que indignarão as respetivas regiões. Aqui vai:

Os minhotos são uns tinhosos do piorio e só dizem asneiras. É cada palavrão que até ferve. Um dia que fui ao Minho e levei a minha filha fiquei com remorsos. Quando ela voltou, e apesar de ter apenas quatro aninhos, parecia um carroceiro bêbado do Ribatejo. Porque sabem que os ribatejanos são, na generalidade, bebedolas e marialvas. Os que não são bebedolas são marialvas e pegam touros à revelia do deputado do PAN. Entretanto enganados pelas mulheres. Conheci um ribatejano que foi enganado por um tipo da Beira, porque os beirões, além de serem avantajados têm uma característica própria que é não tomarem banho. É raro ver um tipo da Beira tomar banho. Acho que nem o Salazar - um tipo que nem pagava a conta da água. Mas o Salazar, que era fascista como todos os tipos de Viseu, Guarda e arredores, era também tão forreta como um algarvio; não sei se sabem que os algarvios, além de aldrabões (toda a gente sabe que roubam nos preços, por isso é que sempre que se vai passar férias ao Algarve se acha tudo um roubo) são de uma sovinice incrível. O Cavaco a falar das pensões mostrou bem o que é um típico algarvio.

Só não me indigno mais com esta raça de gente – minhotos, beirões, ribatejanos e algarvios – porque nenhum deles, em conjunto ou separado chega ao nojo que são os tipos de Lisboa e arredores (Oeiras, Cascais, Amadora, Odivelas, Loures, Almada e até Setúbal). São convencidos e armados em parvos e basta ver que não é por acaso que lá se concentram a maioria dos ladrões a começar por aqueles que fazem carreiras – a carreira 28, a carreira política e a carreira bancária. Sim, porque isto da indignação deve deixar de ser apenas regional e dedicar-se à indignação corporativa. Por exemplo: alguém diz mal dos jornalistas, ou dos advogados, ou dos médicos, ou do Mário Nogueira e os seus professores? Alguém critica os estivadores na base de serem desdentados e mal penteados? Ninguém. Mas é tempo de começarmos também a dizer mal desta gente, como dizemos dos arquitetos do Porto. Porque no Porto também há muita porcaria (e estou a ser mansinho) porque eles, ou por proximidade com o Minho ou por outra razão qualquer, estão sempre a dizer asneiras. Quase tantas como as que se dizem em Aveiro, onde são todos uns morcões que nem se percebe bem de onde são… da Bairrada? Sei lá, mas são parvos. São como os de Leiria, que é uma espécie de terra de ninguém. Ao menos em Coimbra morreram todos e ninguém lhes disse nada. Safa! Isto é que é um país…

Olhem, vou emigrar. Mas a culpa é destes gajos!