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Expresso

Coluna de alterne

Os democratas-cristasãos

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Finalmente, o CDS/PP tem uma líder. Já não era sem tempo. Desde a saudosa, e prematuramente falecida, Maria José Nogueira Pinto jamais uma mulher se abalançara a tentar tal feito. Maria José perdeu, aliás com umas artimanhas de Portas. Assunção Cristas vai ganhar, provavelmente com umas artimanhas de Portas. Mas o que interessa a esta coluna sempre atenta é a designação que o partido deve ter. Vejamos

O CDS começou por ser rigorosamente ao centro. Nem de esquerda, nem de direita. Foi Freitas do Amaral que assim o postulou, como fundador e líder, depois do malogrado Adelino Amaro da Costa ter pensado nisso. Aliás o CDS foi sempre um partido onde quem pensava nem sempre executava. Foi assim com Adelino e Freitas, com Lucas Pires e Freitas, com Adriano Moreira e Freitas, ou com Portas e Manuel Monteiro. Aliás, a saída de Freitas depois de resultados humilhantes, trouxe uma grande transformação ao partido que deixou de se chamar CDS para se chamar Partido do Centro Democrático Social - Partido Popular (provavelmente o maior nome por extenso depois de PCTP/MRPP) e, depois, só Partido Popular e, depois ainda, CDS - Partido Popular, abandonando-se a ideia de explicitar por extenso o que quer dizer CDS.

Ideologicamente o partido já tentou ser liberal, nomeadamente com Lucas Pires, mas como acabou por fazer parte da família europeia da democracia-cristã, ficou democrata-cristão, ou coisa assim.

Seria, pois, estranho que não houvesse um único líder com um nome relacionado com a ideologia. Agora há: Cristas!

Seria melhor se ela se chamasse Cristo, como o Alexandre Homem supra-citado. Mas Cristas é melhor do que nada. Se os seguidores de Cristo são cristãos, os seguidores de uma Cristas podem ser Cristasãos. A minha proposta (até para que Portas não possa voltar, que é uma coisa que ele tem a mania de fazer) é que o partido se designe CDS – Partido Popular Cristas, assumindo, como é próprio de uma Assunção, a sua condição de cristasismo, ou seja a ideologia de Cristas que é seguida pelos cristasãos.

Se assim for, poderemos ter um partido com alma e com vida, liderado por uma mulher nova, uma mãe extremosa e uma cristã tão assumida que é Cristas e Assunção. Seria o equivalente de o PSD ter um líder chamado Assaz Moderato ou o PS chamado Liberto Sociálio. Enfim, são ocorrências mais raras do que um eclipse total do Sol ou um primeiro-ministro português não aumentar impostos.

Daqui, segue, pois, o grande abraço para Cristas, para os cristasãos e para quem os apoiar!