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Expresso

As linhas da TAL

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Entusiasmada pelo exemplo do presidente da Câmara do Porto e pelas dúvidas sobre a privatização da TAP apresentadas pela ANAC, esta coluna descortinou o que vai ser a verdadeira TAP, ou melhor dito, os Transportes Aéreos de Lisboa e Vale do Tejo (TAL). É assim que pode revelar com segurança os voos previstos desta operadora, tanto no curto, como no médio como, ainda no longo curso. Aqui está o que vai ser

As linhas de pequeno curso serão basicamente assentes na ponte aérea entre Lisboa (Portela – Humberto Delgado) e Lisboa (Alcochete – Jamé). Serão voos com a duração de quatro minutos, mais 20 minutos para descolar e outros tantos para aterrar. De Alcochete-Jamé sairá todo o médio e longo curso. A estratégia dos voos Lisboa-Lisboa foi gizada para que a Vinci, concessionária dos aeroportos, não ganhe um tusto com uma nova ponte a ser construída sobre o Tejo.

O médio curso baseia-se nos voos para Faro e para Beja, além de outros para aeroportos a construir em Torres Vedras, Caldas da Rainha, Santarém e Almeirim. Estes voos serão aqueles que mais se aproximarão do Porto, salvo os que são considerados de longo curso.

Este, o longo curso, será essencialmente para Vigo, para Lugo, Ourense e Santiago de Compostela, além de Bragança e Viseu. Haverá ainda um voo de Beja para Milão e outro para Bruxelas e um de Torres Vedras para Londres e para Roma. De Santarém saem os voos para o Brasil e Américas e de Faro os para o Extremo-Oriente, tipo Xangai, Macau e Braga.

Para o Porto haverá voos que sairão diariamente do aeroporto de Almeirim, no total de sete – ida e volta. Os passageiros provenientes da capital do Norte serão terão depois de apanhar o voo Almeirim-Lisboa (Alcochete-Jamé), podendo posteriormente vir na ponte aérea Lisboa-Lisboa, por uma das pontes ou de cacilheiro.

Muita gente perguntará qual é a lógica de tais rotas e carreiras. A resposta é apenas uma que o Dr. Rui Moreira já deu: rentabilizar os aeroportos da Vinci, que são todos, a eventualidade de uma nova travessia do Tejo e os aviões do senhor Neeleman.

De resto, há ainda a hipótese de o Alcaide de Vigo ter sido comprado para chatear o Porto, mas essa pista que nos foi dada por um controlador de Tráfego Aéreo do ex-aeroporto da Ota não conseguimos confirmar.