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Expresso

Coluna de alterne

Em defesa dos pilotos da TAP

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A Coluna de Alterne, que é já um portento no panorama nacional, não tolera discriminações. Pelo que vem protestar indignada e veementemente contra a campanha em curso que visa colocar em causa a justa luta dos pilotos da TAP. Não me venham com coisas. Se há dinheiro a distribuir eles também querem. E eu acho bem

Não chega vir o ministro Pires de Lima; não basta o ministro Pires de Lima e o secretário de Estado Sérgio Monteiro; não é suficiente o ministro Pires de Lima, o secretário de Estado Sérgio Monteiro e o ex-ministro socialista João Cravinho; não, nem toda esta gente, mais o primeiro-ministro, as associações de hoteleiros, as associações de agências de viagem e mais o que for, que se põe ao lado do presidente da TAP, Fernando Pinto, contra os pilotos... veio também - e aqui o caso muda de figura - o camarada Daniel Oliveira, neste mesmo jornal, edição de sexta-feira, verberar a greve.

Poder-se-ia pensar que os pilotos estão isolados. Sim, na verdade quem apoia uma greve onde o que se pretende é uma participação nas massas da privatização? Greve que é greve é contra a privatização, não é a favor das migalhas da mesma!!! Mas a verdade é que os pilotos, longe de estarem isolados têm a maioria do povo ao seu lado. A começar por mim, que sou pago por eles para os defender nesta coluna de alterne manhosa e vendida, e passando por todos aqueles que têm de apanhar um avião nos próximos dias.

Eu ainda ontem, quando vinha de Liubliana reparei no imenso apoio que desfrutam os comandantes da TAP e, sobretudo, os copilotos quando os comandantes vão à casa de banho.

Esses senhores ministros e esse colunista Oliveira que façam um inquérito àquela gente que vem no avião para retirar as conclusões devidas. Todos eles, sem exceção, a 33 mil pés de altitude se tornam nos maiores entusiastas dos pilotos e copilotos, sobretudo quando estes sobrevoam cadeias montanhosas.

Há que ver que os nossos comandantes do ar não podem andar nervosos. Por isso eu exorto quem pode e quem manda: deem-lhes o dinheiro, deem-lhes o que quiserem, mas não os queiram ver nas notícias.  Sai mais caro o desespero de um piloto do que aquilo que podem ter de pagar-lhes.

Dirão: não é justo! Eu, como sou pago para dizer que é justo, desminto, mas ainda que, academicamente, achasse que não era justo, devo dizer que este mundo é um vale de lágrimas e uma montanha de injustiças. Mais uma menos uma, depois de todas as que já se fizeram, nem se nota. Não deixem é aquela rapaziada deprimir-se!