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Expresso

Luz e lata

José Sócrates: "Glory Days" ou "Dancing days"?


Fátima Pinheiro

S.Tomé disse que só acreditava no que via. Pois eu ontem, depois da missa das 7 e meia (onde por acaso o Evangelho versava sobre esse tema), quis mais um uma vez verificar em direto que os meus palpites de óscares (que aqui dei ontem) estavam mesmo bem, se me tinha esquecido de alguma categoria cinematográfica. Desculpem insistir no mesmo tema - e hoje tinha previsto escrever sobre "Joana Vasconcelos no País das Maravilhas" -, mas é que o meu júbilo com o filme é tal, que foi uma espécie de imperativo categórico. "The Passion according to Joseph Sócrates", na televisão em episódios, consegue ainda ser melhor que o "Amor de Perdição"( Manoel de Oliveira)  que nela passou , também em episódios e a preto e branco. O Filme de Oliveira "matou-o" para sempre. As pessoas ainda lhe ligam por ele cometer a proeza de ter 104 gloriosos anos. O Oliveira, claro. Sim, porque com este regresso ao futuro, até podia estar a falar do engenheiro. Mas este não dança como o Manoel. Querem ver?

Pois o que vi? Sabem quando uma pessoa está apaixonada e ele ou ela falam, falam, e nós não "apanhamos" nada? Como nos "Dias de Glória" de  Bruce Springsteen (desculpem o português técnico) : "Eu tinha um amigo ele era um grande jogador de beisebol/Na época da escola/Ele podia arremessar aquela bola veloz na sua direção/Fazer você parecer bobo/Vi na outra noite nesse bar de beira de estrada/Eu estava entrando e ele saindo/Voltamos para dentro, nos sentamos, tomamos algumas bebidas/Mas tudo que ele continuou falando foram sobre Os Dias de Glórias /YEAH apenas sentado tentando recapturar/Um Pouco da glória de/,Mas o tempo voa e te deixa/Com nada senhor além dessas histórias chatas sobre os Dias de Górias." Nem de encomenda. E a entrevistadora, que conheço mal, pareceu muito "ámen". Deu vontade de estar em frente de tão formoso e seguro gladiador a fazer-lhe perguntas. Deve ser deformação profissional, eu também sou de filosofia, só que ninguém se distrai a olhar para a minha beleza; sou muito mais velha e tenho um ar super enjoado. E sobretudo não sou jornalista. Os olhos dirigir-se-iam todos para o comentador.  Ressalvo contudo que conheço boas e bons jornalistas que para além disso são uns "pães"; mas hoje não queria comentar a jornalista do canal 1 (que é a segunda vez que vejo); limito-me a esta prestação onde me parece "pouco" para tão ferozes e socráticos argumentos. E também se calhar Sócrates é mais para pegas de cernelha, o que não deixa por isso de exigir um forcado de excelência.

Mas adiante, e para terminar, Marcelo perdeu o Monopólio e a Sic já faz edições especiais da novela "Dancing Days". Mantenho então os meus palpites de ontem, talvez sugerindo uma nova categoria: "melhor novela adaptada." Neste caso, o óscar iria mais uma vez para José Sócrates, no mesmo filme, pelo "baile" que anda a querer dar-nos. Dança por dança, vejam antes "Os dia dançantes" da  SIC. Mais e melhor :  vão ao youtube - Manoel de Oliveira dances with Sweet and Tender  (http://youtu.be/NDFDpXITOoA) - e vejam como é que se dança.