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  • Fim de semana fora

    Blogues

    Lia Pereira e João Carlos Santos

    Mais uma das histórias que a jornalista Lia Pereira ouviu em transportes e locais públicos, que estamos a publicar ao longo da semana neste espaço, preenchido habitualmente com a crónica de Henrique Monteiro

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Para ter uma vitória que abale a “geringonça”, o PSD terá de apostar tudo por tudo em Lisboa, única câmara politicamente mais relevante que pode vencer. Só aí pode conquistar uma vitória eleitoral. E se o conseguir António Costa estará em maus lençóis. Todos os sinais públicos dados pelo PS e pelo Bloco são a de que a esquerda pretende ir separada às autárquicas de Lisboa sem sequer tentar chegar a um programa político comum. Esta indisponibilidade pode resultar de uma falsa sensação de autossuficiência. Mas o Bloco tem uma longa tradição de derrotas em Lisboa, teimando em renovar, com uma regularidade milimétrica, uma arrogância totalmente injustificada. E o PS, que contava com uma forte confiança dos lisboetas no anterior presidente, depende de uma quase total indiferença perante o atual. Talvez seja necessário o PCP pôr-se no terreno e acrescentar algum pragmatismo a esta conversa mal encaminhada. E aos eleitores de esquerda repetirem a pressão que tiveram de fazer em outubro. Não é só Lisboa que está em causa

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    O erro do Bloco não é ter consciência da importância das palavras. É pensar que é na lei que essa guerra se faz, usar isto para uma mera prova de vida e não perceber não pode criar uma linguagem de tal forma distante da comum que é apenas usada por uma pequeníssima minoria “esclarecida”, isolando num nicho cultural a causa que quer ganhadora. A linguagem inclusiva não pode ser exclusiva de uns poucos. Quando é, a palavra não tem poder e o debate que se fez é estéril. Mas não me venham dizer que a novilíngua dos nossos tempos é a do “cartão de cidadania”. É a que faz com que por essas empresas fora os “trabalhadores” tenham sido transformados em “colaboradores” ou que um despedimento colectivo seja uma “reestruturação”. Sempre o ponto de vista de quem emprega ou despede, nunca o da maioria dos falantes, que são contratados ou despedidos. As palavras são trincheiras. Sempre foram. E por isso sempre foram policiadas. Não verto uma lágrima pelos que se dizem oprimidos pelo politicamente correto. São eles, grande parte das vezes, os ditadores da palavra, que transformam a opressão num qualquer termo técnico, a precariedade numa coisa agradável e voluntária e a tragédia social num anglicismo anódino. A palavra é sempre uma forma de dominação. Basta seguir as palavras para saber quem domina. Nessa parte do Bloco tem razão