O ex-motorista da Casa Pia Carlos Silvino, arguido no processo de abusos sexuais na instituição, foi hoje condenado a uma pena única de 18 anos de prisão efetiva pelo coletivo de juízes liderado por Ana Peres.
O tribunal considerou Carlos Silvino culpado de abusos ocorridos nas garagens do colégio Pina Manique, em colónias de férias da Casa Pia e no "barracão" onde o arguido vivia, entre outras situações.
O tribunal deu também como provado que Silvino abusou dos três menores que o acusam no processo apenso, entre os quais "Joel", cujas queixas motivaram a abertura da investigação.
Provados 167 crimes de abuso sexual
Silvino foi pronunciado inicialmente por mais de 600 crimes sexuais, mas o Ministério Público deu como provados 167, na maioria abuso sexual.
Além de Carlos Silvino, o julgamento, que termina hoje após cinco anos e dez meses, teve como arguidos o advogado Hugo Marçal, o apresentador de televisão Carlos Cruz, o embaixador Jorge Ritto, o médico Ferreira Diniz, o ex-provedor adjunto da Casa Pia Manuel Abrantes e Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais.