23 de abril de 2014 às 15:32
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BES quer duplicar presença em Espanha

O presidente do BES, Ricardo Salgado disse hoje, em entrevista ao jornal espanhol Expansion, que o banco quer duplicar a sua presença em Espanha.

O presidente do BES, Ricardo Salgado disse hoje, em entrevista ao jornal espanhol Expansion, que o banco quer duplicar a sua presença em Espanha, admitindo comprando sucursais de caixas de aforro ou outras entidades financeiras.

Numa entrevista onde analisa a situação europeia, criticando a "imposição abrupta de rácios de desalavancagem" que impedem o financiamento da economia e advertindo para o perigo de uma "segunda recessão na Europa", o presidente do banco português adverte contra o "risco monumental" do debate em torno da recapitalização da banca e explica que o objetivo da ampliação da presença do BES é "aproximar" as economias ibéricas.

"Estamos em condições de ampliar a nossa presença na banca a retalho em Espanha e até de a duplicar. Interessa-nos comprar alguma rede de sucursais para aproximar as economias espanhola e portuguesa", refere.

Afirmando que o BES está a crescer na captação de depósitos e como ponte entre empresas dos dois países, Salgado explicou que entre as opções a ser estudadas estão a compra de alguma rede, depois da fusão, em bancos, de várias das caixas de aforro espanholas.

Outra das opções poderia ser a compra da rede de alguma entidade como a CGD: "O nosso entendimento com Caixa a Geral seria fácil", disse. Considerando a situação macroeconómica ibérica "muito complicada", Salgado explica que, por isso, o BES tem acelerado a sua expansão internacional, especialmente no que toca ao Brasil, Angola e Moçambique.

"A nossa atividade internacional representa mais de 50% do lucro"


"A nossa atividade internacional representa mais de 50% do lucro", disse, referindo que o BES prevê aumentar o seu lucro em Espanha para entre 13 e 14 milhões de euros este ano. Sobre as fusões e aquisições em curso no setor em Espanha, explicou manter "muito boa relação com o Banco Pastor" sendo agora necessário "negociar sobre alianças como Pastor Vida e Gespastor" depois da integração com o Banco Popular.

Em termos gerais, Salgado dirige ainda criticas ás agências de rating, adverte para os "sérios riscos de uma segunda recessão" na zona Euro e que o BES está a estudar "instrumentos financeiros" para elevar o rácio de capital até 9 por cento para 2012.

"O problema da banca europeia é mais de liquidez do que de recapitalização. A imposição abrupta de rácios de desalanvancagem não permite à banca financiar as economias", afirmou.

"O BCE deve atuar de forma mais profunda", defendeu, considerando que os títulos europeus de dívida ['eurobonds'] evitariam mais recessão, procurando-se apostar "num maior federalismo na UE e na união fiscal".
Sobre o Governo, Ricardo Salgado considera que o Executivo de Passos Coelho "faz muito bem os deveres".

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