23/05/2012 atualizado às 16:33
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Bernanke e Moody's deitam abaixo Wall Street

O "twist" anunciado pela Reserva Federal presidida por Ben Bernanke e o corte de notação em três bancos de referência norte-americanos pela Moody's empurrou Wall Street para o vermelho. As bolsas mundiais caíram 2% e o sector financeiro cerca de 2,5%

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
23:40 Quarta feira, 21 de setembro de 2011

A Grécia, a Itália e as divergências internas no Banco Central Europeu acabaram por ficar em segundo plano. Os Estados Unidos subiram à ribalta durante a tarde e noite de quarta-feira.

O final da reunião da Reserva Federal (banco central norte-americano), presidida por Ben Bernanke, e a decisão da agência de notação Moody's (dominada pelo grupo de Warren Buffett) de cortar o rating da dívida de longo prazo do Bank of America e do Wells Fargo e de baixar a notação da dívida de curto prazo do Citigroup provocaram um choque em Wall Street nas últimas horas de negociação.

Os índices bolsistas tiveram um míni-crash. O Dow Jones desceu 2,49% e o S&P 500 baixou 2,94%. Na Times Square, o Nasdaq quebrou 2%.

A descida em Wall Street acabou por influenciar o balanço global nas bolsas mundiais, face a situações "mistas" (com índices no vermelho e outros no verde) na Ásia e na Europa. No entanto, alguns índices europeus e asiáticos já apontavam para o vermelho como cor dominante na quarta-feira. O MSCI Asia Apex 50 caiu 0,33% e, na Europa, o sentimento negativo foi mais forte - o Euro Stoxx 50 baixou 1,96% e o Bloomberg Europe 500 desceu 1,69%.

O índice global de bolsas, o MSCI AC World Index caiu 2%. O sector financeiro à escala mundial sofreu mais - o MSCI AC World Index Financials baixou 2,448%.

Verdades duras cada vez mais claras


Os investidores envolvidos nos mercados financeiros norte-americanos constataram hoje três factos:

- A Moody's procedeu aos cortes das notações de três grandes de Wall Street, porque considera que não vai haver mais margem de manobra nos EUA para resgates de grandes bancos - os tais "demasiado grandes para falir" (TBTF, no acrónimo em inglês), que foram salvos aquando do início da crise financeira em 2008, têm hoje menos probabilidade de que isso aconteça. A era dos grandes resgates não se repetirá, sentenciou a agência de notação;

- A Reserva Federal (Fed) desapontou muita gente que esperava algo mais do que uma "operação twist" de venda de títulos do Tesouro de curto prazo, a 3 anos ou menos, para a compra de títulos do Tesouro de longo prazo, com maturidades entre 6 a 30 anos, uma operação que deverá desenrolar-se até final de junho de 2012, num montante de 400 mil milhões de dólares; um balde de agua fria nos investidores que esperaram, até ao último minuto, um terceiro programa de "alívio quantitativo" (quantitative easing, em inglês, QE no acrónimo), ainda que o banco central vá tentar replicar alguns dos efeitos do QE no plano de reciclagem de dívidas hipotecárias que, também, anunciou; esta operação em duas frentes já foi baptizada pelo Financial Times como double-twist;

- A Fed confirmou as verdades duras sobre a conjuntura económica e financeira norte-americana que já o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) desta semana sublinhava. O economista-chefe do FMI falou de 38% de probabilidade da economia norte-americana entrar em recessão e o relatório sublinhava que aumentaram bruscamente as tensões nos mercados globais financeiros. A Fed, com outra linguagem, disse o mesmo no seu comunicado.

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A maré virou
o anão gigante (seguir utilizador), 1 ponto , 10:00 | Quinta feira, 22 de setembro de 2011
subitamente e sem aviso prévio. Os americanos começam a perceber que o seu défice gigante, e a deslocação da produção industrial para a Ásia, não são coisas compatíveis. A recessão global começou.

http://oanaogigante.blogs...
 
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leitura (seguir utilizador), 1 ponto , 11:22 | Quinta feira, 22 de setembro de 2011
“Reserva Federal (banco central norte-americano)”
Atenção que a Reserva Federal, não tem qualquer reserva, e é propriedade privada. Não é o que a maliciosa frase tenta insinuar. É um consórcio de doze bancos privados que não fazem parte do Governo dos Estados Unidos.
 
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TUDO AO CONTRÁRIO
FJusto (seguir utilizador), 1 ponto , 15:38 | Quinta feira, 22 de setembro de 2011
pena é niguém poder atiar a baixo a moody's e outras agências de ranking
 
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