Segundo as primeiras projecções nas legislativas italianas, o partido de Silvio Berlusconi falhou a maioria absoluta no Parlamento e no Senado. No primeiro, o líder do centro-direita conquista 42% dos votos, contra 40% do seu principal opositor, e candidato do centro-esquerda, Walter Veltroni. No Senado, o Partido da Liberdade de Berlusconi arrecada 42,5%, contra 39,5% de Veltroni.
Embora recusem coligar-se, os dois principais partidos admitem vir a firmar um pacto que muitos já apelidaram de "Veltrusconi".
As urnas fecharam às 15h locais (14h em Lisboa) e os resultados finais só deverão ser conhecidos amanhã.
Os primeiros resultados, avançados ontem à noite, indicavam uma leve queda na participação - até às 22h tinham votado 62,54% dos eleitores, contra 63,53% nas legislativas de 2006.
Os analistas tinham alertado para um provável aumento da abstenção, com 30% dos 47 milhões de votantes a mostrarem-se indecisos.
Incidentes caricatos
O processo eleitoral decorreu dentro da normalidade, tendo sido marcado por alguns incidentes.
Alguns eleitores destruiram os boletins de voto como forma de protesto contra a actual classe política e, em Sorrento, no sul de Itália, um cidadão rasgou o boletim em pedaços, comendo-o em seguida, explicando que se tratava de um gesto "contra uma política que dá asco e está envenenada". Noutras localidades, algumas pessoas foram denunciadas por não terem deixado os seus telemóveis fora das cabinas de voto. A medida é recente e visa impedir a divulgação, através de fotografias, da intenção de voto dos eleitores.