Silvio Berlusconi escolheu Reggio Calabria, a capital da Calabria e de la 'Ndrangheta, região dominada pela máfia, para apresentar em conselho de ministros um plano anti-máfia, cuja principal novidade é a criação de uma agência nacional encarregue de gerir os bens confiscados ao crime organizado.
Quando a plateia se preparava para escutar palavras de reprovação face aos incidentes de cariz racista que envolveram, há algumas semanas, trabalhadores temporários africanos, o primeiro-ministro italiano voltou a surpreender, ao afirmar que "reduzir a entrada de extracomunitários clandestinos significa reduzir a criminalidade".
As palavras de Berlusconi tiveram a reprovação imediata da oposição, da Igreja e das organizações de imigrantes, e foram entendidas como um acto de instigação ao racismo. "Alimenta um clima de intolerância de consequências imprevisíveis", disse a deputada do Partido Democrático, Livia Turco.
Já o director da Fundação de Imigrantes Giancarlo Perego afirmou que o Governo "deve assegurar condições de vida e de trabalho dignas aos imigrantes em vez de colocar dificuldades crescentes à sua regularização". A senadora Anna Finochiaro foi ainda mais longe ao questionar "menos primeiro-ministro, menos crimes?".