24 de abril de 2014 às 4:13
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Berlim e Paris reagem discretamente à ameaça da Standard & Poors

"A Alemanha e a França reafirmam a sua convicção de que as propostas segunda-feira apresentadas pelos dois governos sobre a coordenação política, económica e orçamental reforçam a zona euro", refere uma declaração conjunta dos dois países.
Lusa
A Alemanha e a França reagiram hoje discretamente à ameaça da agência de "rating" Standard & Poors de baixar a nota máxima de triplo A às duas maiores economias europeias, colocando-as em perspetiva negativa.

"Tómamos conhecimento da perspetiva negativa da "Standard & Poors", refere uma declaração conjunta da chanceler alemã, Angela Merkel, e do presidente francês, Nicolas Sarkozy.

"A Alemanha e a França reafirmam a sua convicção de que as propostas hoje [segunda-feira] apresentadas pelos dois governos sobre a coordenação política, económica e orçamental reforçam a zona euro e incrementarão a estabilidade, a concorrência e o crescimento", adianta o documento.

Merkel e Sarkozy apresentaram na segunda-feira à tarde, em Paris, um acordo para reforçar a disciplina orçamental dos países da moeda única, a debater na cimeira europeia de quinta e sexta-feira, em Bruxelas, que inclui alterações aos tratados europeus a aprovar até março.

Risco de recessão na zona euro


A Standard & Poors justificou a sua decisão com "a dimensão alcançada pelos problemas na zona euro, que coloca todos os seus países sob pressão".

Na opinião da agência norte-americana, "a ação indecisa e coordenada dos políticos" motivou também a nova avaliação.

"Há o risco de a zona euro no seu conjunto entrar em recessão no próximo ano", afirma a Standard & Poors em comunicado, calculando esse risco em 40%.

Possível redução do 'rating'


Além da Alemanha e da França, a agência de "rating" colocou também em perspetiva negativa os restantes quatro países com nota triplo A da zona euro, Áustria, Holanda, Finlândia e Luxemburgo.

Na pior das hipóteses, a perspetiva negativa pode redundar numa redução da nota dos referidos países no prazo de 90 dias.

Quanto a Portugal, ameaçou baixar a nota do país em mais um nível, para a categoria de "lixo".

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