20 de maio de 2013 às 18:11
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BCE: suporte sim, mas com rédea curta (RTRS)

A desconfiança que o mercado financeiro tem nos decisores políticos europeus para resolver a crise da zona euro, revela-se agora também entre Banco Central e Governos. A única certeza do actual plano de Draghi é a aposta em suportar Espanha e Itália, mas sob rédea curta. 

O equilíbrio com que o BCE tem de jogar envolve a pressão céptica do mercado financeiro, o suporte da Alemanha e conseguir manter os Estados que requerem suporte financeiro sob controlo, para evitar um novo episódio como o de Berlusconi em 2011, em que depois do BCE comprar dívida de Itália, o primeiro-ministro italiano ignorou o compromisso de reformas.

Desta vez, Draghi aposta nos instrumentos já criados, pela Comissão e governos da zona euro, que permitem assegurar o cumprimento de reformas orçamentais e económicas - EFSF/ESM - para conceder suporte com garantia de cumprimento de compromissos.
Análise Reuters:
"Espanha e Itália tinham esperança que o BCE iria intervir para os apoiar com base no quadro actual de austeridade, sem terem de enfrentar o estigma político de se submeter a um resgate.

Mas o BCE, a única instituição federal, capaz de uma intervenção rápida e maciva, está apenas disposto a agir se Espanha solicitar assistência e aceitar as estritas condições políticas e a monitorização, e se os governos da zona euro comprometerem o seu próprio dinheiro, ao ativar os seus fundos de resgate (EFSF/ESM).

"O espanhóis pareciam pensar que poderiam apanhar boleia do BCE sem condições. Isso nunca iria acontecer", referiu um decisor político da zona euro, falando sob condição de anonimato, devido à sensibilidade da questão."
source: Analysis: Euro zone action inches forward in game of chicken | Reuters
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