Batyar, os hooligans bonzinhos
Eles usavam calças presas por suspensórios, camisas largas e usavam um chapéu. Divertiam-se até às tantas horas da noite, semeando um caos controlado na cidade de Lviv, onde Portugal joga hoje o seu destino no Euro frente à Dinamarca (17h de Lisba). Os emborcavam cerveja até às tantas, cortejavam mulheres, cantavam canções de amor e anedotas. E roubavam. Por isso, os habitantes da Lviv de hoje referem-se a eles como os "primeiros hooligans" , diz-nos Agnieska, a prestável guia do ponto turístico situado junto à praça principal.
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Pois então, estes tipos eram carteiristas malandros que causavam pequenos distúrbios, heróis posteriormente referidos no folclore ucraniano como uma espécie de Robin Hood, que roubavam os ricos para dar (pouco) aos pobres.
A memória dos Batyar mantém-se viva: há cinco estátuas espalhadas pela cidade e diz-se que se tocarmos numa delas, teremos sorte. Eu dei por mim a tocar numa que está posta ao lado do Café Restaurante Viena. É a do Cupido.
Mas a referência mais pitoresca a este movimento está na Avenida Svobode, onde um Batyar de bronze carrega um barril de cerveja nas costas e tem um relógio por cima dos ombros. Quando os ponteiros batem as 17h15, ouve-se um sino. Porquê? Porque foi em 1715 que foi inaugurada a primeira cervejaria em Lviv.


A referência mais pitoresca a este movimento está na Avenida Svobode, onde um Batyar de bronze carrega um barril de cerveja nas costas e tem um relógio por cima dos ombros
