25 de abril de 2014 às 2:49
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Barroso: "precisamos avançar para uma Federação de Estados-Nação" (WSJ)

O Presidente da Comissão Europeia, no seu discurso anual do Estado da União, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, defendeu o aprofundamento da União e avançou para território mais ousado politicamente: Barroso defende uma Federação de Estados-Nação e que as próximas eleições europeias em 2014, devem eleger o Presidente do executivo da UE, a Comissão Europeia.
WSJ:
"O Presidente da Comissão Europeia, na quarta-feira apelou ao bloco de 27 nações para se tornar uma "Federação de Estados-Nação", na altura em apresentou a proposta de criação de uma entidade europeia única de supervisão do sector financeiro (...).

As ideias para uma federação europeia avançadas pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, no seu discurso anual do Estado da União, aventuram-se em território que poucos burocratas europeus ousaram pisar. Elas refletem o início de um esforço em Bruxelas para resolver as profundas falhas da formação da UE que a crise de dívida da zona euro expôs.

"Vamos precisar de avançar para uma Federação de Estados-Nação", disse Barroso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França, nesta quarta-feira. "Este é o nosso horizonte político. Isto é o que deve orientar o nosso trabalho nos próximos anos."

As propostas não são susceptíveis de chegar a algum lado rapidamente. Elas iriam conduzir o bloco a um processo contencioso que exigiria alterações, aos tratados da União Europeia e a algumas constituições nacionais, que podem revelar-se politicamente impossíveis. Elas também correm o risco de ampliar as linhas de fractura entre os 17 países que adotaram o euro e os 10 membros da UE que ficaram fora da moeda comum. (...)

Barroso sugeriu que as eleições para o Parlamento Europeu em 2014, pela primeira vez devem colocar partidos pan-europeus nos boletins de voto. Cada partido deve ter um candidato próprio para Presidente do executivo da UE, a Comissão Europeia. Isso, segundo ele, ajudaria a centrar o debate político sobre as questões europeias, embora a comissão não tenha poder para forçar as partes a cumprir. (...) A UE caiu em popularidade entre os cidadãos numa altura em muitos a associam aos cortes de despesa e alta taxa de desemprego nos seus países. (...)

"Muitos dirão que isto é muito ambicioso, que não é realista", disse ele. "Mas deixem-me perguntar-vos: é realista continuar como temos vindo a fazer? É realista continuar a tentar deambular?"

O presidente da Comissão, que no passado se esquivou a propor movimentos drásticos, disse que as mudanças ao tratado da UE não devem ser empurradas pela porta das traseiras, como têm sido nos últimos anos de crise, mas é necessário ganhar suporte popular direto.

A comissão irá delinear ideias para uma união política e orçamental mais profunda neste outono, mas irá inicialmente focar as suas propostas no que pode ser feito com as regras atuais. (...) As propostas que exigem alterações aos Tratados da UE, como a emissão conjunta de dívida, não serão colocadas na mesa antes de 2014, disse Barroso. Isso é depois das eleições na Alemanha no outono de 2013. A decisão do tribunal constitucional alemão, na quarta-feira, também sublinhou a dificuldade que seria uma mudança na direcção obrigações de dívida comum na zona euro, que quase certamente violaria a Constituição alemã.

Mas Barroso disse que há poucas alternativas a uma revisão profunda. "Ninguém será obrigado a entrar no novo caminho. E ninguém será forçado a ficar de fora", disse ele, mas acrescentou que "a velocidade não será ditada pelo mais lento ou pelos mais relutantes"."
fonte: Barroso Calls for EU Federation, Deep Political Union | WSJ
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