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Barcelona virou capital dos telemóveis

A maior feira de telemóveis do mundo, o Mobile World Congress, já começou em Barcelona. Os grandes protagonistas são as aplicações de smartphones, a Microsoft e o 4G. Nokia e Apple marcam pela ausência de novos produtos. Clique para visitar o dossiê Guerra Tecnológica.

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Até quinta-feira Barcelona é a capital mundial dos telemóveis
Até quinta-feira Barcelona é a capital mundial dos telemóveis  / Toni Albir/EPA

Entre hoje e quinta-feira decorre em Barcelona o congresso mundial de tecnologia móvel, ou Mobile World Congress (MWC), a maior feira de telemóveis do mundo.

A feira terá a presença de vários gigantes da indústria mas conta também com algumas ausências marcantes como a Nokia, líder mundial de vendas de telemóveis, e a Apple, responsável pela inovação e sucesso do iPhone. Apesar de se fazerem representar na feira, a Nokia e a Apple escolheram não apresentar produtos seus.

Outras empresas como a Microsoft ou a Google vão tentar fazer com que a sua presença seja sentida. Por um lado, a Google tem de estar presente, não só devido ao seu modelo Nexus One mas também à representatividade que o sistema operativo Android começa a ter no mercado dos smartphones; por outro, a Microsoft já admitiu que a sua posição neste mercado é fraca, e esta feira é uma oportunidade de inverter a situação, lançando a luz da ribalta sobre os seus novos produtos.

Aplicações no palco principal


Mas nem só de telemóveis vive o Mobile World Congress. O sucesso das aplicações para smartphones em plataformas tão distintas levou a que esta tendência fosse incorporada na feira. O novo espaço App Planet foi criado para as empresas que desenvolvem estas aplicações e pretende ser uma das grandes atracções desta edição. É patrocinado por gigantes como a Vodafone, a Research In Motion (Blackberry), a Google e a Sony Ericson.

Mas a grande maioria das operadoras não está disposta a perder o mercado das aplicações para empresas como a Apple, a Google, a Nokia ou a Blackberry. Hoje foi anunciado que os maiores operadores de Internet sem fios (wireless) do mundo vão unir forças para que seja mais fácil aos fabricantes de software desenvolverem aplicações, permitindo que estas corram no maior número de telemóveis possível em vez de uma única plataforma fechada.

Manu Fernandez/AP Steve Balmer, CEO da Microsoft, durante a apresentação em Barcelona do novo sistema operativo Windows para telemóveis

É criada assim a Wholesale Applications Community (Comunidade de Retalho de Aplicações, em tradução livre) para fazer face à hegemonia das lojas de aplicações próprias de algumas empresas, das quais a Apple é o exemplo mais marcante. Os fabricantes de software ganham assim liberdade e passam a poder vender as suas aplicações nas lojas das operadoras da comunidade.

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Esta iniciativa conta com as operadoras americanas Verizon Wireless, AT&T, Sprint Nextel Corp e ainda T-Mobile USA, a que se juntam outras como a japonesa NTT DoCoMo, a mexicana America Movil, o Vodafone Group PLC, sedeado no Reino Unido, e a China Mobile. Este grupo está a ser apoiado por fabricantes de telemóveis como a LG, a Samsung e a Sony Ericsson, das quais nenhuma tem a sua própria loja de aplicações.

Espanha apresenta o 4G


Visto que a realização da feira coincide com a presidência espanhola da União Europeia, o Governo de José Luiz Zapatero planeou várias iniciativas para destacar a importância das telecomunicações na economia espanhola. A Nokia, apesar de 'oficialmente' ausente, terá lugar de destaque numa destas iniciativas, visto que a Nokia-Siemens será o protagonista de uma demonstração organizada pela Telefónica que tenciona mostrar as potencialidades da telefonia de quarta geração (4G).

Entre os mais de 1.300 expositores vão estar as empresas portuguesas WeDo Technologies e Wit, que lançam soluções para as empresas, assim como a NDrive, que está presente no espaço App Planet. A Portugal Telecom Inovação também marcou presença no MWC.

Microsoft vai fazer uma nova tentativa


A feira vai contar ainda com uma série de apresentações da Microsoft, que vai tentar uma derradeira tentativa de incursão no mercado dos smartphones ao lançar o sistema operativo Windows Mobile 7, a ser conhecido pelo nome de Windows Phone, que promete novas funcionalidades.

Albert Gea/Reuters O «smartphone» Wave representa a nova aposta da Samsung para rivalizar com o iPhone

Criar um sistema operativo forte e apelativo é sem dúvida uma necessidade para que a Microsoft se possa afirmar neste mercado, visto que só nesta edição da feira vão ser expostos cerca de 50 dispositivos com o sistema da Google, o Android, fabricados por marcas tão dispares como a Samsung, Dell, Motorola, HTC e Sony Ericsso, entre outras.

Samsung antecipa-se à concorrência


A Samsung, por sua vez, antecipou-se no MWC ao anunciar pela manhã de hoje o seu novo modelo de smartphone, o Wave, que representa uma nova aposta do fabricante coreano para "rivalizar com o iPhone". O lançamento do Wave será inclusive acompanhado de uma campanha de publicidade milionária para o estabelecer como um standard deste tipo de dispositivos.

Possui um ecrã AMOLED mais eficiente que os visores LED tradicionais, visto que é mais fino e gasta menos energia. É também o primeiro telemóvel a utilizar o sistema operativo Bada da Samsung, que possui uma loja inspirada no iTunes na qual é possível fazer download de jogos, mapas, ebooks e outras aplicações. Conta ainda com um processador de 1 Ghz e uma câmara de 5 mega pixéis.


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Título
"Barcelona virou capital dos telemóveis"
Ia jurar que o Expresso é um jornal Português, não Brasileiro.
Re: Título
Ora não seja mauzinho
A ver se nos informamos mais
já que, para começar, o José Luís Rodríguez Zapatero é um mentiroso já que, ainda que tinha dito que o I+D+I era funtamental para um país, também é cesrto que, no ultimo orçamento para o país reduziram a quantidade de Euros para esta matéria...

Barcelona pode agora estar com esta féria mas, asseguro-lhe que, na própria Espanha teve tão pouca repercussão que até nem vi na TV...

Pelo que ão deve de ser tão capital mundial... ainda que, certamente muitos catalães gostasem... mas, tem que seguir aceitando que são simplesmente uma CV mais da Espanha....
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