23/05/2012 atualizado às 15:30
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Barack Obama rejeita construção de oleoduto polémico

Decisão do Presidente norte-americano foi contestada pelos republicanos, que salientam a importância económica da obra para o país.

Ana C. Oliveira (www.expresso.pt)
16:43 Quinta feira, 19 de janeiro de 2012
Em 2011, nos EUA, várias manifestações ambientalistas exigiram que o oleoduto não fosse avante
Em 2011, nos EUA, várias manifestações ambientalistas exigiram que o oleoduto não fosse avante
Getty Images

O projeto de construção do oleoduto Keystone XL, que iria ligar os Estados Unidos ao Canadá, foi rejeitado pelo Presidente norte-americano, uma decisão aplaudida por grupos ambientalistas que, ao longo dos últimos meses, se manifestaram contra esta obra.

Em comunicado, Barack Obama afirma: "Não se põe em causa o mérito do oleoduto mas a natureza arbitrária dos prazos de aprovação do projeto, que impediram o Departamento de Estado de reunir as informações necessárias para o aprovar".

A decisão foi contestada pela indústria da energia e pelo Partido Republicano, que sublinha as possibilidades de geração de emprego do Keystone XL.

Com cerca de 2700 quilómetros de comprimento, o oleoduto projetado pela companhia TransCanada deveria partir dos depósitos de petróleo de Alberta, no Canadá, em direção às refinarias do Texas, atravessando uma zona do Nebrasca denominada por Sandhills, que fornece água a oito estados dos EUA.

O projeto, de sete mil milhões de dólares (€5,4 mil milhões), foi bloqueado enquanto se analisa um novo percurso para o oleoduto, no qual a TransCanada já trabalha. Russ Girling, o responsável pela companhia, afirma que a proposta de um novo trajeto deverá ficar pronta no outono, permitindo que as obras comecem em 2014, caso sejam aprovadas.

Republicanos pressionam Obama


Numa época que antecede as eleições presidenciais nos EUA, marcadas para novembro, os republicanos pressionam Barack Obama a tomar uma decisão final sobre o oleoduto até ao dia 21 de fevereiro.

"Isto não é o fim da luta. Os republicanos no Congresso norte-americano vão continuar a pressionar porque este projeto é bom para o país, para a economia e para o povo dos EUA", afirma John Boehner, republicano da Câmara dos Representantes.

Enquanto os ambientalistas temem possíveis desastres ambientais associados ao oleoduto e apoiam a decisão da Casa Branca, alguns sindicatos são a favor do avanço da construção.

Segundo a TransCanada, o oleoduto criaria cerca de 20 mil empregos, embora uma estatística oficial refira que seriam apenas cerca de seis mil.

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