Bancos espanhóis não precisam do empréstimo de emergência
O ministro espanhol da Economia, Luis de Guindos, garantiu hoje em entrevista à "Efe" que "por hoje" não é preciso pedir o empréstimo de emergência de 30 mil milhões de euros destinado ao setor bancário do país.
"Este é o dinheiro que está disponível se alguma entidade considerar que tem necessidades específicas antes de novembro", disse Luis de Guindos.
O governante referia-se à data prevista da chegada do resgate europeu de 100 mil milhões de euros destinado pela Europa à recapitalização e reestruturação do setor bancário espanhol.
Guindos acrescentou que se houver alguma situação extraordinária é possível pedir o procedimento de emergência, mas reiterou que "por hoje" não é necessário.
Luis de Guindos explicou que já estão avançados os trabalhos dos auditores e consultores independentes para detalhar as necessidades de capital de cada uma das instituições bancárias e que serão conhecidas até meados de novembro.
Enquanto alguns bancos não vão necessitar de capital adicional, outros deverão ir ao mercado para se recapitalizassem.
Um terceiro grupo deverá pedir um empréstimo ao Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (FROB). Os bancos mais necessitados vão mesmo pedir a injeção de capital pelo Estado.
O ministro afirmou este quarto grupo é o primeiro a receber uma injeção de capital quando chegar o dinheiro de Bruxelas, o que acontecerá "o mais tardar no mês de novembro".
"No entanto, existe um procedimento de emergência para o qual já existem 30 mil milhões de euros disponíveis. Se considerarmos que alguma entidade tem dificuldades específicas antes de novembro, o Banco da Espanha poderá solicitar parte destes 30 mil milhões", afirmou.
Para uma entidade beneficiar deste procedimento de emergência deve encontrar-se numa situação grave em termos de solvência.



