20 de junho de 2013 às 9:49
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Banco de Portugal impõe rácio de solvabilidade de 8%

As instituições financeiras vão ter que reforçar os seus capitais até ao final do ano, anunciou hoje o banco central. Clique para visitar o dossiê O resgate de Portugal
Lusa

O Banco de Portugal exige que as instituições financeiras tenham os seus capitais reforçados até ao final do ano de forma a tornarem-se mais sólidos, anunciou o banco central.

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Para atingir o objetivo, os bancos terão que ter um mínimo de rácio de 'core tier 1' de 8%, ou seja, o nível de solvabilidade mínimo para exercer a sua atividade.

Assim, os bancos a atuar em Portugal terão de ter um nível mínimo de capital em função dos requisitos de fundos próprios decorrentes dos riscos associados à sua atividade. O rácio de 'core tier 1' é apurado através do quociente entre o conjunto de fundos próprios designado de 'core' e as posições ponderadas em função do seu risco.

Para alcançar este rácio algumas instituições bancárias em Portugal vão ter que reforçar o seu capital, ou seja, injetar dinheiro fresco nos bancos, sendo que o Banco de Portugal está convencido que os "destinatários da presente medida terão capacidade e autonomia para assegurarem a captação do capital necessário para cumprirem o mínimo agora estabelecido".
 
No comunicado do Banco de Portugal, é dito que "o sistema bancário português tem demonstrado uma elevada resiliência ao longo da crise financeira internacional iniciada em 2007, para o que terão contribuído, em especial, a existência de uma exposição muito limitada aos ativos tóxicos que estiveram na génese da crise, a ausência de uma situação de sobrevalorização no mercado imobiliário, bem como o tipo de atividade desenvolvida".

Apesar de o regulador considerar que o sistema bancário português "revelou capacidade para manter os seus níveis de rendibilidade e solvabilidade alinhados com os padrões internacionais", a crise internacional "veio revelar a existência de vulnerabilidades na regulação do sistema financeiro a nível global, o que conduziu o Comité de Basileia de Supervisão Bancária a apresentar diversas propostas, nomeadamente para reforçar a qualidade dos fundos próprios dos bancos, que constituirão, a partir de 2013, um desafio adicional para os bancos a nível internacional, incluindo os portugueses".
Comentários 8 Comentar
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dinheiro ou a falta dele
Dinheiro, dinheiro, coisa escassa, tão escassa que já nem os bancos o têm (em abundância).
e... diz o povo: quem não tem dinheiro, não tem vícios!

por momentos ocorreu-me um pensamento hilariante e triste:
vamos ter uma rede nacional de carregamento dos carros elétricos e não vai haver dinheiro para os comprar;
vamos de trotineta ao Poceirão, ver a linha de TGV até Elvas sem comboios, porque não vai haver dinheiro para os comprar;
os amigos de Beja, é que já estão habituados a estas coisas, têm um aeroporto Internacional, com tudo montado e nos trinques mas sem aviões.
Banca sem dinheiro!
Depois do Aeroporto de Beja sem aviões;
O TGV sem comboios;
Rede de carregamento dos carros elétricos sem carros...

Só nos faltava ter Bancos sem dinheiro!

De que me serve ter uma casa de banho de luxo, sanita de ouro, a nada na barriga?
Re: Banca sem dinheiro! Ver comentário
BCP
Não precisa de ajudas nenhumas, pois dá-se ao luxo de pagar indemnizações astronómicas a pessoas que nem trabalham e suspeitas de corrupção.
Que crédito quer ter este banco?
Porque estou com a sensação,
que até ao final do ano, vamos ver um banco privado na falência.
Não há problema se alguns Bancos falirem sejam Ver comentário
Infelizmente , você tem razão. Ver comentário
Re: Infelizmente , você tem razão. Ver comentário
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