O Banco de Portugal abriu ao final da tarde de sexta-feira, 30 de Outubro, um inquérito preliminar para avaliar se existem factos que ponham em causa a idoneidade de Armando Vara e o impeçam de continuar como administrador do BCP, o maior banco privado português.
Armando Vara foi constituído arguido esta semana, depois de buscas no seu gabinete no banco, onde a PJ suspeita que recebeu 10 mil euros num envelope. Os principais accionistas do banco, como a Teixeira Duarte, Joe Berardo ou a CGD seguram Vara.
Mas Vítor Constâncio decidiu não esperar depois da divulgação do despacho das buscas policiais, que liga Armando Vara à rede montada por Manuel Godinho, o rei das sucatas.
O objectivo de Manuel Godinho era condicionar concursos e adjudicações de empresas do Estado.
A investigação policial está agora na pista de autarquias que terão negócios de resíduos com as empresas de Manuel Godinho.
Actualização de texto publicado na edição do Expresso de 31 de Outubro de 2009