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Banco Alimentar volta a aumentar alimentos recolhidos em tempo de crise

Depois de ter verificado no ano passado um decréscimo na quantidade de alimentos recolhidos na campanha de Maio, o Banco Alimentar do Oeste conseguiu, no passado fim-de-semana, superar a quantidade de alimentos recolhida nos concelhos de Alcobaça, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos e Peniche. Ao longo de dois dias foram angariadas mais de 75 toneladas de alimentos nas superfícies comerciais e em pontos de recolha directa em várias freguesias da região.
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Gazeta das Caldas - Banco Alimentar volta a aumentar alimentos recolhidos em tempo de crise

Os valores alcançados este ano representam um acréscimo de 3,3% em relação à campanha de Maio de 2010, em que foram recolhidos 72,8 toneladas. Números que levam os responsáveis do Banco Alimentar do Oeste a dizerem que "o lema 'Graças à sua ajuda há cada vez mais sorrisos' é interiorizado pelos portugueses particularmente neste de crise". E a aposta nos pontos de recolha directa afirma-se cada vez mais acertada.

Este ano foram recolhidos cerca de 7.360kg de alimentos nas freguesias de Santa Catarina e Foz do Arelho (Caldas da Rainha), Vimeiro, Maiorga, Bárrio e Cós (Alcobaça), Figueiros, Painho, Alguber e Vilar (Cadaval), Reguengo Grande, Moita dos Ferreiros, Ribamar e Vimeiro (Lourinhã), Serra D'El Rei e Atouguia da Baleia (Peniche), Valado dos Frades (Nazaré) e Mercado do Bombarral.

Os alimentos vão agora ser encaminhados para as 48 Instituições Particulares de Solidariedade Social que fazem a ponte entre o Banco Alimentar e as famílias com comprovadas carências alimentares. A ajuda chega mensalmente a uma média de 1.675 famílias às quais chegaram já, entre Janeiro e Abril deste ano, mais de 218 toneladas de alimentos.

"As campanhas do Banco Alimentar Contra a Fome são sem dúvida a maior manifestação de solidariedade em Portugal, mostrando que a acção conjunta de todos gera resultados muito superiores aos que seriam obtidos se cada um resolvesse agir de forma isolada", referem os responsáveis do Banco Alimentar do Oeste. A nível nacional, foram recolhidas 2.309 toneladas de géneros alimentares. Mais 300 toneladas que as recolhidas na campanha de há um ano, o que se traduz num aumento de 14,9%.

Além da quantidade de alimentos recolhidos, há ainda que salientar a mobilização de 31.900 voluntários por todo o país. No Oeste, foram cerca de 1.800 as pessoas que deram um pouco do seu tempo, na recolha, descarga, separação e pesagem dos bens alimentares, para que a campanha fosse um sucesso. O que os move?

Ana e Andreia (15 anos) e Filomena (44 anos) dizem que "se todos nós déssemos um bocadinho não havia tanta crise no país". Por volta das 18h30 do passado domingo, dia 29, as três iniciavam mais um turno de recolha num supermercado na Benedita. E é precisamente por acharem que todos devemos contribuir um pouco que participam na campanha do banco Alimentar já há três anos, e sempre juntas. As mais novas acrescentam ainda: "nós ainda por cima não podemos trabalhar, por isso temos que contribuir de outra maneira".

Já habituadas a estas andanças, dizem que no final dos turnos se sentem "cansadas, mas felizes por termos ajudado". E apesar da crise, notam que "muita gente ainda pensa que a união faz a força" e que é por isso que as campanhas têm sido um sucesso, mesmo em tempos de crise.

Finda que está a campanha do Banco Alimentar Contra a Fome nas superfícies comerciais, os interessados em ajudar podem ainda fazê-lo até domingo, 5 de Junho, através da nova campanha na Internet, em www.alimenteestaideia.net. A novidade deste ano assenta numa nova plataforma de recolha de alimentos, que funciona de uma forma muito simples e permite doar alimentos aos preços mais baixos do mercado.


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