19 de junho de 2013 às 18:16
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Banca espanhola não pode receber empréstimo em 2012

Ministro alemão das Finanças alerta: é necessário criar um supervisor bancário comum.
Lusa
Na opinião de Wolfgang Schäuble, a Espanha vai superar o período recessivo e quando a recapitalização Thomas Peter/Reuters Na opinião de Wolfgang Schäuble, a Espanha vai superar o período recessivo e quando a recapitalização

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, considera que a ajuda direta à banca espanhola não poderá acontecer em 2012, porque antes é necessário criar um supervisor bancário comum, organismo que não vai entrar em funcionamento este ano.

Numa entrevista ao jornal "El País", Schäuble assegurou que os que pensam que as ajudas à banca supõem uma "carga adicional" equivocam-se e explica que Espanha, como Estado, não necessita de crédito e que quem precisa são as entidades financeiras devido à crise imobiliária.

Na sua opinião, Espanha vai superar o período recessivo e quando a recapitalização estiver completa e as reformas continuarem a dar frutos, irão "reduzir-se as tensões nos mercados".

Especulações "irresponsáveis"


O ministro alemão qualifica de especulações "fantasiosas e irresponsáveis" as informações que apontam que Espanha vai recorrer ao fundo de resgate e assegura que a situação do país não é "em absoluto" parecida com a da Grécia.

Questionado se abordará a questão da ajuda à banca na reunião do Eurogrupo, que acontece esta segunda-feira, Schäuble explicou que primeiro será necessário colocar em funcionamento um supervisor bancário comum eficiente, com a participação do Banco Central Europeu (BCE), e depois, sim, discutir-se como é possível o acesso direto dos bancos a fundos europeus de estabilidade.

Em sua opinião, é "pouco realista" que o organismo de supervisão possa entrar em funcionamento este ano e lembra que no caso de Espanha será o fundo de reestruturação ordenada bancária (FROB), que faz o pedido de ajuda como agente do Governo espanhol.

Segundo o ministro alemão, o dinheiro sairá do fundo provisório FEEF (o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira), porque o permanente ESM (Mecanismo de Estabilidade Financeira) ainda não está pronto. Depois, o ESM assumirá o crédito, mas manter-se-á o seu estatuto de credor não privilegiado.

 

Comentários 2 Comentar
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A Alemanha que e ponha fina!
Porque se continuar sobranceira vai acabar sózinha!
Ingénuos??
"Ministro alemão das Finanças alerta: é necessário criar um supervisor bancário comum." - Ainda dizem que não estamos a caminhar a passos largos para uma federação?? lol será que ninguém vê aquilo que está a acontecer mesmo à frente de todos????

lol...
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