18 de maio de 2013 às 17:29
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Baltasar Garzón diz que há medo de uma investigação à ditadura

"No meu país há medo de uma comissão da verdade", disse ontem, no Brasil, o ex-juiz espanhol.
Lusa
Garzón foi impedido de exercer magistratura por 11 anos Jose Jacome/EPA Garzón foi impedido de exercer magistratura por 11 anos

O ex-juiz espanhol Baltasar Garzón defendeu na terça-feira a criação de comissões de investigação sobre as violações dos direitos humanos por regimes totalitários, algo que considera que Espanha "não é capaz" de levar a cabo.

"No meu país há medo de uma comissão da verdade", declarou Garzón, que foi na terça-feira homenageado na cidade brasileira de Porto Alegre, capital do Estado de Rio Grande do Sul, referindo-se à investigação dos factos durante o regime militar que governou Espanha depois do golpe de Estado de 1936.

O ex-magistrado criticou o facto de existirem em Espanha praças e ruas com nomes referentes ao franquismo ou símbolos desse regime, uma realidade que considera ser "uma vergonha".

Garzón, que foi impedido de exercer a magistratura por 11 anos em fevereiro acusado dos delitos de prevaricação e violação de garantias constitucionais, defendeu a importância de se criarem

comissões da verdade para se reconhecerem as violações dos direitos em nome da "dignidade das vítimas", salientando que a "defesa do Estado é a defesa dos seus cidadãos". 

Comentários 34 Comentar
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Enquanto por aqui,
CHEIOS DE MEDO!
EM PANICO!

ACABO DE FALAR com a minha familia de Madrid e, estão já a tremer de medo do "atropela e foge" Garzón.

Zapatero tentou alterar a historia da forma mais grosseira... no pasaran! diziam eles...não só passaram como ganharam.

Cheios de medo devem ficar as pessoas... Ver comentário
Re: Cheios de medo devem ficar as pessoas... Ver comentário
Re: Cheios de medo devem ficar as pessoas... Ver comentário
Re: deves ter 100 anos Ver comentário
Re: deves ter 100 anos Ver comentário
Re: deves ter 100 anos Ver comentário
Enquanto por aqui,
A Comissão da Verdade começa a revirar as entranhas da ditadura, que foi instalada em 1964, livros são publicados relatando fatos de toda a ordem e, principalmente, como até homens que não pertenciam ao aludido marxismo, mas que divergiam da proposta golpista, foram torturados e, alguns, até mortos. Na realidade, o inimigo não tinha cor política, bastava estar contra, que era capado. Rio Grande
Re: Enquanto por aqui, Ver comentário
Re: Enquanto por aqui, Ver comentário
Desempregados de luxo
Garzon, enquanto juiz, deveria ser o primeiro a rejeitar o sentimento de vingança. Porque não investigar os crimes de Torquemada, dos Reis Católicos, etc e estar com esta fixação em Franco ??

Toda a gente sabe que as ditaduras, o poder absoluto corrompe e também toda a gente sabe que esse foi o regime normal de dirigir as sociedades , até à independência da América, com a excepção do parlamento inglês,que já limitava alguns poderes. Porque não uma investigação sobre o Henrique VIII que só à sua conta mandou liquidar mais de 50 mil ???

Esta gente está no desemprego, com altos subsídios e procuram protagonismo. Isto já +e do domínio da história, não de tribunais.
No desaparecimento de apoiantes e no aparecimento de adesivos, nós devemos ser os maiores. Em 1910 desaparecem milhões de monárquicos de um dia para o outro, o mesmo acontecendo a milhões de gente da situação em 1974.
Devemos ser um fenómeno!!!
Coerência
Este Juíz seria coerente se pedisse também investigação às antigas ditaduras do Leste, ou ao regime de Fidel de Castro e Coreia do Norte. Como nunca o ouvi sobre este aspecto acaba por não ter credibilidade nenhuma....!!!!!!
Re: Coerência Ver comentário
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Garzón e Pinochet Ver comentário
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Franco e não só
Tenho lido todos os comentários.
O que eu posso dizer é que um ditador é um ditador que ele seja da direita ou da esquerda.. todos deveriam ser julgados, em geral, e o regime franquista também
Até nestes casos a Europa está a regressar aos
anos 60 na America Latina, dado que na America latina todos os países estão a levar aos tribunais os criminosos das ditaduras, enquanto em Espanha nada aconteceu aos crmes de Franco....
Re: Crimes? Franco? Ver comentário
Santiago Carrillo continua vivo... Isso sim é uma
MÁ noticia.

Lá, como cá!
Claro que há medo! Muitos dos que o julgaram ainda têm os seus interesses instalados.
Comissões da verdade.
É de aplaudir a ideia.Mas é vergonhoso que como está na moda só se investigue de um lado só.O senhor Dr Juiz Garzon,e muito bem minvestiga os crimes do franquismo.
E os outros? Será que os outros seriam uns inocentes santinhos.Não é isso que se le nos livros de todas as ideologias,na história.Investigue-se sim senhor,mas tudo,pois senão a verdade hisorica será a verdade de uma banda só.
outro grande democrata
este super juiz grande democrata,emitiu um mandato contra o general pinochet quando este veio a inglaterra tratar da saúde,por ter morto muitos opositores etc. tudo certinho
mas este, grande democrata,quando o fidel castro veio ao porto por exemplo,não emitiu nada porquê? não soube da vinda dele cá? ou é da sua escumalha.? é triste só veem para um lado
Re: outro grande democrata Ver comentário
Re: outro grande democrata Ver comentário
Re: outro grande democrata Ver comentário
Re: Baltasar Garzón diz que há medo de uma investi
De Garzón ainda se espera muito trabalho e de certeza que o fará. A verdade dos factos é sempre a que prevalece e não a verdade que se oculta.
Que no mundo surjam homens com a força de vontade de Garzón e tudo será, certamente, melhor.
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