25 de abril de 2014 às 2:49
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Bagão Félix: "Este orçamento é mau, mas uma inevitabilidade"

Ex-ministro das Finanças acusa o primeiro ministro de ser "bastante hábil a vitimizar-se" mas defende que PSD e CDS-PP deveriam viabilizar o Orçamento do Estado para 2011 .
Lusa

O ex-ministro das Finanças Bagão Félix, considera que o Orçamento do Estado para 2011 "é mau, mas é uma inevitabilidade", porque a alternativa nesta altura seria pior, defendendo que PSD e CDS-PP deveriam viabilizar o documento. 

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"Este orçamento é mau, mas é uma inevitabilidade. Este é provavelmente o argumento mais estúpido e mais resignado que temos perante esta situação. Este não deveria ser o nosso orçamento", afirmou o antigo governante na Assembleia da República, à margem de um colóquio sobre dívida pública. 

Bagão Félix considera que "a alternativa seria pior" nesta altura, e mesmo que "ficaria mal ao PSD e ao CDS-PP fazer a vontade ao primeiro-ministro que era que não houvesse orçamento". 

"É melhor ter um orçamento, ainda que péssimo, do que não ter"


O economista acusa ainda o primeiro ministro de ser "bastante hábil a vitimizar-se" e de não querer ver o orçamento aprovado na Assembleia da República, baseando-se no que considera ser a postura do Governo nesta matéria.

"Quando um Governo, e em particular um primeiro-ministro, quer que haja orçamento, não trata os seus potenciais parceiros dessas aprovação, ou dessa negociação, da maneira insolente, agressiva, ou indiretamente, chamando imaturo ao líder do PSD", disse o economista, que considera que José Sócrates "sabe que se não houver orçamento, tem mais possibilidades" de se aguentar no poder. 

"É melhor ter um orçamento, ainda que péssimo, do que não ter orçamento, numa circunstância em que não podem haver alternativas políticas", disse.

Bagão Félix diz que é "claro" que a economia portuguesa "vai entrar em recessão" e que "nem o Governo acredita nos números que tem no orçamento", afirmando que não entende como é que uma queda no rendimento disponível das famílias na ordem dos 2,6 por cento daria uma contração de apenas 0,5 por cento no consumo privado (que é a projeção do Governo na proposta de orçamento). 

O economista considera ainda que os credores irão olhar para as responsabilidades do Estado português a mais longo prazo, sublinhando que, segundo os seus cálculos, caso se junte a dívida das empresas públicas, os encargos com as Parcerias Público-Privadas (PPP) e as responsabilidades assumidas no âmbito da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações (CGA), a dívida pública "ultrapassa largamente os 200 por cento do PIB". 

Comentários 2 Comentar
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Estão todos a brincar connosco?
O trabalho está mau, sabemos que está mau, não vamos fazer nada para corrigir, tem de ser porque é assim?

Isto são conversas de responsáveis políticos, de call-centers que nada resolvem ou de inconscientes?

Se temos de fazer sacrifícios, ao menos que valham a pena. Mas são os próprios políticos quem nos diz que vamos passar mal e não vai servir para nada???

Esta gente é formada em Economia e Finanças, ou em artes de circo?

Posologia: 1 colher de xarope prá tosse
O frasco contém veneno, mas vou tomar, pode ser que não morra.

:))))
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