23/05/2012 atualizado às 14:41
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Aviação: taxa de carbono pode criar guerra comercial

O presidente da Airbus, Tom Enders, manifestou-se "verdadeiramente preocupado" com as consequências da cobrança de uma taxa de carbono às companhias aéras a operar na União Europeia.

8:00 Segunda feira, 13 de fevereiro de 2012
Tom Enders: "Estou verdadeiramente preocupado com as consequências" da cobrança de uma taxa de carbono
Tom Enders: "Estou verdadeiramente preocupado com as consequências" da cobrança de uma taxa de carbono

As tensões crescentes no seio do setor da aviação a nível mundial a propósito da taxa de carbono podem provocar uma guerra comercial, disse hoje o presidente da Airbus, Tom Enders.

"Devo dizer que estou verdadeiramente preocupado com as consequências, enquanto construtor", declarou o presidente do grupo europeu durante uma conferência de imprensa, antes da abertura do salão aeronáutico de Singapura.

"Eu vi a posição da China, da Rússia, dos Estados Unidos e da Índia, e o que começou como solução para (as questões do) ambiente tornou-se uma fonte potencial de guerra comercial", afirmou.

Multas para quem não cumprir


A legislação europeia, que entrou em vigor a 1 de janeiro de 2012, obriga as companhias que operam na União Europeia, independentemente da bandeira, a comprarem o equivalente a 15% das suas emissões de CO2, ou 32 milhões de toneladas, para lutar contra o aquecimento global.

Se as empresas não cumprirem a lei europeia terão de pagar multas de 100 euros por tonelada de CO2 e podem ser proibidas de voar na União Europeia.

A China e os Estados Unidos recusam-se a cumprir a legislação e querem impedir as suas companhias aéreas de participarem no mecanismo europeu de compra de "licenças de poluição".

A Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA), que representa as companhias aéreas, contesta vigorosamente a medida, estimando que esta poderá desencadear medidas de retaliação.

Lusa
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Nada de novo
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 8:47 | Segunda feira, 13 de fevereiro
São sempre os mesmos a apresentar soluções e sempre os mesmos a dar problemas para os resolver.
 
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A EUROPA Sucida!
Borrifador (seguir utilizador), 2 pontos , 10:00 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Esta taxa de carbono só tem interesse se as companhias aéreas a pagarem, mesmo os chinocas! Senão será a europa a assassinar as suas próprias companhias aéreas. O que não me admiraria, pois continuaria a sua senda suicidária que apresenta desde há 20 anos.
 
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'Aviação: taxa pode criar guerra comercial
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:06 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Quando soube há uns anos que dos acordos de limitação da emissão de carbono estava excluída a aviação comercial (nos voos internacionais), não quis acreditar. Toda a economia em princípio estava sujeita ao sistema de quotas com exceção da aviação... proporcionando uma vantagem injustificável para esta. Qual era a ideia? Promover a importação de morangos da Argentina por avião? Alfaces?

O motivo deste lamento de Tom Enders é uma boa notícia para mim. Afinal existe lei e lógica em certas estipulações da UE.

Alguns pensarão que se trata de mais um prego na industria, em particular na aviação... pensam mal. Trata-se de tanto quanto possível redistribuir corretamente os custos das opções ambientais que tomamos pela economia, sem pôr em causa o paradigma capitalista e liberal. Se a aviação não é competitiva considerando os verdadeiros custos, então ela não devia ter a importância que tem!

Resta uma última questão, que no fundo é aquela a que Tom Enders se refere: a guerra comercial. É verdade, outros países poderão achar tal desnecessário e pensarem que a verdadeira razão para a taxa seja taxar as importações para o espaço Europeu, e nesse sentido tomarem medidas para equilibrar a taxa. Esse argumento é frágil no entanto, porque a taxa castiga tanto as importações como as exportações. E se acreditarmos realmente numa coisa, não devemos defendê-la? Nós não estamos a dizer nada sobre o que eles devem fazer nos seus próprios países, com este ato.
 
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Eurototós
Roller (seguir utilizador), 1 ponto , 8:56 | Segunda feira, 13 de fevereiro
A China não vai aturar eurototozices. Eles que metam uma coisa na cabeça: a China é que tem a faca e o queijo na mão, não é a Europa.
 
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E para não variar...
PACosta (seguir utilizador), 1 ponto , 11:34 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Quem vai pagar é o consumidor. Mais uma a acrescentar:

- taxas de aeroportos (dependendo do percurso a lista pode ser extensa, para os US, por exemplo andam na ordem das 10 por bilhete!)
- taxa de emissão
- taxa de emissão com cartão de crédito
- e não tarda muito, a taxa de carbono

Já ninguém quer saber se o bilhete custa 1 Eur, porque só em taxas vai um ordenado!...

Que abuso!!!
 
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    Re: E para não variar...    Ver comentário
Ecotretas (seguir utilizador), 1 ponto , 12:02 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: E para não variar...    Ver comentário
PACosta (seguir utilizador), 1 ponto , 12:10 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: E para não variar...    Ver comentário
Ecotretas (seguir utilizador), 1 ponto , 13:02 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: E para não variar...    Ver comentário
PACosta (seguir utilizador), 1 ponto , 14:55 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Hum...
DuarteSilva.S (seguir utilizador), 1 ponto , 15:57 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Talvez um dia o mundo entre na razão e a aviação siga um caminho diferente, menos rápido, mas tão seguro e menos poluente, se os países produtores de petróleo autorizarem - os dirigíveis.
Num dirigível a sustentação é criada pela diferença de densidades do ar e do gas que o enche, ao invés da força bruta de um motor, a consumir toneladas de combustível e produzir metros cúbicos de gases poluentes.
Num dirigível os motores, tal como nos carros e nos navios, apenas servem para fazer deslocar a aeronave.
Claro que o mundo ficou assustado com o desastre do Zepelim, mas aquilo era uma bomba voadora, carregada de hidrogênio.
Hoje há gases inertes, como o hélio.
Já repararam que acabaria o problema de grandes pistas?
E lento? Quem tem pressa vai de véspera.
 
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