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Expresso

Ana Simões

  • “Porque é que queres ajudar pessoas que te querem matar?”

    Diário

    Helena Bento e Ana Simões

    São incompreendidos e julgados e às vezes apelidados “traidores” por defenderem os direitos dos palestinianos e condenarem a “falta de interesse” de todos os governos israelitas, “da esquerda à direita” e o atual em particular, em negociar com os palestinianos. Eric Yellin, israelita presidente da organização Other Voice, diz que acham que ele é “louco” por ajudar “pessoas que o querem matar”, Jonathan Ofir conta como a sua experiência no Exército, em que era suposto estar disposto a morrer por Israel (ele não estava e durante muito tempo não soube lidar com isso), o fez querer conhecer outras narrativas sobre o conflito e Hagai El-Ad, presidente da B’Tselem, umas das principais organizações de direitos humanos em Israel, fala das dificuldades que enfrentam atualmente as ONG israelitas. “Tal como na Hungria, começa a haver em Israel tentativas de silenciamento da oposição ou organizações pró-palestinianas”

  • “Ignorar a capital Jerusalém não ajudou a causa da paz”

    Diário

    Liliana Coelho e Ana Simões

    No dia em que a embaixada dos EUA foi transferida de Telavive para Jerusalém e em pleno Dia da Catástrofe para os palestinianos, o embaixador de Israel em Portugal, Raphael Gamzou, afirma ao Expresso que a fundação do Estado de Israel há 70 anos é uma “conquista única para o povo judeu” e manifesta-se confiante de que o Presidente norte-americano está comprometido com o plano de paz : “A diferença é que Trump não acredita que se consegue o acordo desejável cedendo aos grupos radicais e sossegando os regimes perigosos − como o Irão, a Coreia do Norte e a Síria”

  • Os palestinianos de Israel

    Diário

    Margarida Mota e Ana Simões

    A criação de Israel tornou-os uma minoria involuntária no território onde sempre viveram. Os israelitas árabes correspondem a um quinto da população, num país que ora reconhece o seu mérito ora os discrimina pela cultura a que pertencem

  • Uma bomba prestes a detonar

    Diário

    Margarida Mota e Ana Simões

    A tendência demográfica e o impasse no conflito com os palestinianos confrontam Israel com um desafio à sua identidade enquanto Estado. A prazo, sem uma Palestina independente, terá de optar se quer conservar a sua maioria judaica ou ser uma democracia

  • A. B. Yehoshua. “A juventude está a viver a sua vida. Não sabe o que é não ter um Estado”

    Diário

    Luciana Leiderfarb e Ana Simões

    Estava lá quando David Ben Gurion declarou a independência. E estava lá na guerra que se seguiu. Em todas as que se seguiram. Lutou em algumas — também na de 1967. Defendeu sempre a criação de um Estado palestiniano ao lado do judeu, mas hoje está a repensar essa ideia, que considera uma quase “impossiblidade”. A. B. Yehoshua é um dos maiores romancistas de Israel. O que quer que Israel hoje seja

  • O antissemitismo renovado

    Diário

    Helena Bento, Flávia Tomé e Ana Simões

    Chamam-lhe antissemitismo “mainstream” ou “renovado” e trata-se de um fenómeno crescente, cada vez mais visível e com episódios de violência associados. Os governos vão implementando medidas para diminuir estes ataques mas, ainda assim, será suficiente para evitar que o pior aconteça?

  • “O tratamento incorreto daqueles que sofrem pelas atrocidades atuais não se coaduna com os meus valores judaicos”

    Diário

    Mafalda Ganhão e Ana Simões

    Outrora consensual, o Estado de Israel deixou de ser tema aglutinador para os judeus norte-americanos. Subiram de tom as vozes que ousam apontar o dedo a Benjamin Netanyahu, sobretudo entre a geração mais nova, defensora dos valores liberais que entendem estarem ameaçados. A memória coletiva do Holocausto começa também a esboroar-se e, com isso, dilui-se o “sentimento de pertença”

  • L'État c'est moi

    Diário

    Ana França e Ana Simões

    Benjamin Netanyahu é o sucesso forjado nas frustrações dos seus antepassados, que se posicionaram sempre do lado errado da história, “nunca falhando em apostar nos cavalos perdedores”, como escreve Anshel Pfeffer, jornalista e escritor israelo-britânico que publicou a mais exaustiva biografia até à data do atual primeiro-ministro de Israel. Netanyahu tem quase a mesma idade do Estado de Israel e sua fórmula política de dividir para reinar tem dominado o país nos últimos 30 anos. Pfeffer conta ao Expresso o que conhece deste Netanyahu que encontrou em Howard Roark, o herói/anti-herói do romance de Ayn Rand “Vontade Indómita”, o seu modelo para o individualismo militante. Quem sofre, diz Pfeffer, é o “extraordinário povo de Israel”, que é liderado por um homem apanhado por “um caso grave de l’État c’est moi - o ‘patriota’ com muito pouca fé na nação de gente extraordinária que lidera”