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Expresso

Mário Henriques

  • Kalaf: “O racismo em Portugal continua absolutamente presente mas está mais sofisticado”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Chamam-lhe “o grande agitador cultural”. Isto por abraçar há mais de uma década a mestiçagem musical entre Luanda, Lisboa e o mundo. Ele é Kalaf Epalanga, antes conhecido por Kalaf Ângelo, músico dos Buraka Som Sistema, que lançou agora o seu primeiro romance, “Também os brancos sabem dançar”. Uma conversa que começa por juntar Cavaco Silva à kizomba e termina com um testemunho de amor. Para ouvirem neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Jel: “O humor em Portugal é elitista, confinado a quem teve uma vida burguesa. Não há pretos, ciganos ou malta do subúrbio a fazer humor”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Ele anda na luta artística há uns bons anos. Jel, aliás Nuno Duarte, é humorista, produtor, realizador e músico. Há uns tempos 'mandou tudo abaixo' e, junto com o irmão, foi um homem da luta incómodo, subversivo, de megafone na mão, cantarolando palavras de ordem que irritaram a classe política, e não só. Uma dupla que chegou mesmo a vencer há sete anos o Festival RTP da Canção, com o tema 'A Luta é Alegria', e a ter um programa em horário nobre na SIC. Mas, às tantas, a fórmula esgotou-se e a dupla decidiu retirar-se. “Eu podia continuar a fazer os “Homens da Luta” até ao fim da vida, como o Avô Cantigas, mas não quero. Prefiro continuar à procura de um estilo que me sirva”. Dedicado agora à realização de documentários, às crónicas e ao stand up comedy, Jel assume que “já chocou o que tinha a chocar”, que está a passar por uma pequena crise de meia-idade. “Estou mais maduro, mas se calhar com menos graça.” Uma conversa sem máscaras para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Fernanda Torres: “Os meus momentos de glória são muito parecidos com os meus fracassos”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Ela é uma das atrizes mais prestigiadas do Brasil, por cá tornou-se popular com a participação na série televisiva de humor “Os Normais”. Filha de duas figuras maiores da representação – Fernanda Montenegro e Fernando Torres – cedo ganhou uma identidade artística que a levou a ser distinguida, logo aos 21 anos, com o prémio de melhor atriz em Cannes, pelo filme “Eu sei que vou te amar”. Há cinco anos arriscou a literatura e estreou-se no primeiro romance, “Fim”, sobre a vida e a morte de cinco velhos amigos cariocas. A crítica rendeu-se à sua escrita, o que a motivou a escrever o segundo, “A Glória e o seu Cortejo de Horrores”, sobre as desventuras de um ator de meia idade caído em desgraça. “Todo o livro é uma autobiografia. Não existe nenhum autor que não escreva a partir da sua visão”, revela Fernanda nesta conversa franca sobre o bom e o menos bom que ficou lá atrás e as maravilhas e descobertas da maturidade. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Jorge Molder: “O tempo é o chefe do gangue, o tempo subverte o corpo, a vida, as verdades”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Há quem lhe chame o fotógrafo-filósofo ou o filósofo-fotógrafo. Ele é um dos nomes maiores da arte contemporânea e foi o primeiro artista português a ter uma obra na coleção de arte da UNESCO, que integra trabalhos de artistas como Picasso, Miró, Henry Moore, Giacometti ou Le Corbusier. Há quarenta anos que Jorge Molder usa a fotografia e o vídeo, os autorretratos e as autorrepresentações, e enfrenta a própria camera como performer e ator para nos contar histórias através de imagens. Agora que aos 70 anos parte da sua obra acaba de ser publicada em livro na coleção Ph., pela Imprensa Nacional, Molder conta-nos a relação com o tempo e o envelhecimento, como a arte “pode ter um lado muito superficial e desatento”, e revela-nos ainda os jogos de computador que disputa com os netos, as músicas que o acompanham e o que realmente importa na vida, o amor. “É urgente a nossa relação com as pessoas, porque só temos uma vida.” Para ouvir urgentemente neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Mariana Mortágua: “As conquistas sociais destes dois anos mostram que o BE tem capacidade técnica e política para governar”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Francisco Louçã prevê que ela venha a ser a futura ministra das Finanças. Será? Mariana Mortágua chuta a questão para canto, mas garante que o BE “está preparado para governar” em 2019. E que até lá continuará “a dar a cara pelo acordo” com o Governo. O que é certo é que Mariana é uma das estrelas políticas do momento, que deu que falar há dois anos quando confrontou os poderosos ‘Donos Disto Tudo’ na comissão de inquérito do caso BES. Com um forte sentido de justiça social e moral – “sou uma radical defensora dos direitos humanos” – é particularmente crítica com as ‘portas giratórias’ entre o poder político e económico que acusa de serem “frequentes” no PS, PSD e CDS: “Tem havido pouquíssima higiene na gestão de cargos públicos.” Nesta conversa a deputada recorda a infância, os caminhos que a levaram à política, aponta os erros do Governo, fala da ‘falência’ da direita, comenta o escândalo na IPSS Raríssimas que, “ao contrário do que a direita quer fazer crer, não é caso único, não é apenas uma maçã podre num cesto imaculado”. e ainda nos dá música, escolhe as figuras do ano e revela-nos quais são os seus prazeres e ambições. Para ouvir no podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • José Gil:“O discurso dos afetos passivos de Marcelo não chega. É preciso despertar uma afetividade ativa nos portugueses”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    O filósofo e pensador José Gil faz um balanço sobre os principais acontecimentos e figuras que marcaram o país e o mundo em 2017. E não hesita a eleger Marcelo Rebelo de Sousa como a figura do ano. "É o melhor Presidente que nós já tivemos. Levou-nos a esquecer Cavaco. E isso é extraordinário. O país inteiro estava a precisar disso. Mas é preciso um passo seguinte...” Sobre a geringonça afirma que trouxe mais auto-estima e "menos medo à superfície". E ainda recorda a infância em África, os tempos fulgurantes em Paris e fala do desassossego e da volúpia do pensamento que vive aos 78 anos. "De certa maneira não sou deste tempo porque insisto em pensar." Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Catarina Furtado: “Quando fui atirada para a opinião pública aos 19 anos era politicamente correta. Mas agora digo tudo o que penso”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Nos anos 90 era a “namoradinha de Portugal” e continua a ser um dos sorrisos mais bonitos da nossa televisão. Mas Catarina Furtado é bem mais do que uma beleza televisiva. É a única portuguesa embaixadora da Boa Vontade da ONU e há 18 anos que tem usado os holofotes sobre si para falar publicamente de causas humanitárias como o casamento forçado com menores, a gravidez em adolescentes, a mutilação genital feminina, a violência de género nas escolas e na sociedade, o racismo, a homofobia. “Sobre mim só sei que ainda tenho muito para dar”, afirma. Uma conversa franca onde faz um balanço sobre o passado, revela os medos de sempre, as conquistas, a frustração com os formatos televisivos atuais e ainda o que tem aprendido com o amor. “Está tudo nos afetos”. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Ana Zanatti: “Quero ousar sempre!”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    A ousadia veste-a bem. Assim como o charme e a elegância. A atriz e escritora Ana Zanatti protagonizou cenas de sexo e nudez no teatro e no cinema num país conservador acabado de sair da ditadura, amou quem quis sem se importar com a opinião dos outros e, há oito anos, revelou publicamente ser homossexual durante a apresentação pública do primeiro movimento da sociedade civil de defesa dos direitos dos homossexuais pelo casamento. Ou, como escrevia no seu diário de juventude, que sempre sentiu ‘aimer les femmes’. No ano passado publicou o livro “O Sexo Inútil” para mostrar como a comunidade LGBTI ainda sofre com a homofobia e o preconceito. “A lei anda sempre à frente, mas as mentalidades levam gerações a mudar.” E ainda recorda a sua infância, os medos, as conquistas, o primeiro beijo e o que a vida lhe ensinou. “A idade ensinou-me a não perder a jovialidade” Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • César Mourão: “Não me rio com quase nada”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    A César o que é de César, e ele tem um talento particular a fazer comédia sem rede e sem guião, a que nos faz rir do imprevisto. Por isso mesmo, prepara-se para estrear este domingo, dia 19, na SIC, o programa “D´Improviso”, onde desafiará figuras públicas a improvisar em situações inusitadas. Nesta conversa o ator, que tem andado pelos caminhos da comédia, revela que não é de riso fácil e sabe bem que o sucesso e a popularidade têm um prazo: “Isto não vai durar sempre. Tenho a impressão de que estou em late check out num quarto de hotel maravilhoso, com a senhora da receção sempre a ligar-me: ‘Olhe, está aqui mais gente para ocupar o quarto... Queremos limpá-lo.’ Por isso tenho sempre a mala meio feita.” César revela ainda o seu lado mais tímido e melancólico, a relação com a filha e alguns ‘superpoderes’ que fazem dele um artista virtuoso. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas"

  • Eduardo Gageiro: “Tenho pena de não ter fotografado Salazar a cair da cadeira. No caixão ele parecia um abutre”

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    Chamam-lhe o “fotógrafo do povo e da revolução”. Ele confessa-se “um homem de coragem por trás de uma máquina”. Aos 82 anos, Eduardo Gageiro conta a sua história e as histórias do país que documenta desde os 12 anos, quando tomou de empréstimo uma máquina de plástico do irmão. Numa época em que ser fotógrafo de jornais era tantas vezes ser um mero “bate-chapas” do sistema, Gageiro arriscou ir além: revelou o Portugal a preto e branco de Salazar, a tragédia das cheias de 1967 (que aconteceu há 50 anos), esteve na linha da frente do 25 de Abril, registou o atentado nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, ou as glórias de Eusébio e Amália. Nesta conversa, Gageiro faz contas à vida, à doença e à solidão, assume um certo mau feitio, mas assegura que “nunca foi mau para ninguém” e espera “durar mais dois anitos” para ver a inauguração da sua Casa da Imagem. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”