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Expresso

Daniel Oliveira

Daniel Oliveira

Começou como jornalista em 1989, tendo passado pelas redacções do "Século", "Diário de Lisboa", "Já", "Vida Mundial" e "Diário Económico". Participou, como jornalista, editor e autor, em seis programas diferentes da RTP. Em 1998, venceu o prémio revelação Gazeta, do Clube dos Jornalistas. Experimentou, por um ano, ser publicitário. Foi, às vezes, dirigente partidário e mantém, fora ou dentro de movimentos políticos, ativismo cívico. Tem esta coluna no "Expresso", uma no "Record" e participa nos programas "Eixo do Mal", na SIC Notícias, e "Sem Moderação", do canal Q. Com 45 anos, é alfacinha apaixonado, português sem orgulho nem vergonha e acredita que isto ainda vai melhorar.

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Com a possibilidade de Medina não ter maioria absoluta, podemos ter uma espécie de “geringonça” em Lisboa? Uma “geringonça” em que haja partilha de responsabilidades e de pelouros? Que permita ao BE apoiar algumas políticas na gestão do espaço público, ser exigente com as políticas de transportes e mobilidade e obrigar a muito mais ambição numa estratégia para o mercado público de arrendamento que impeça que a prosperidade da cidade a esvazie de moradores. Se se apresentar como possível aliado, o Bloco tem um propósito que ultrapassa a denúncia: o de obrigar Medina a depender mais de Ricardo Robles do que de Manuel Salgado. A depender mais da defesa de políticas públicas do que da fé no mercado. O candidato do BE deu um primeiro passo, ainda tímido, com a disponibilidade para se sentar na mesma mesa que Medina. Precisa de ir mais longe e de apresentar, como Catarina Martins fez com Costa, condições realistas para ajudar a governar a cidade. Como o PCP se colocou fora de qualquer entendimento possível, esta é a oportunidade para o BE dar uma razão prática para o voto no seu jovem candidato. Porque se não for essa, é tirar a maioria absoluta ao PS para o colocar (a Fernando Medina) nas mãos de Assunção Cristas ou de Teresa Leal Coelho

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    O Reino Unido tem uma longa história democrática e a direita que o governa tem o parlamentarismo como património político fundamental. Espanha viveu décadas de ditadura e a direita que a governa é descendente direta do franquismo. Uma resolve o problema com campanhas e negociações, outra com polícia e ameaças. Uma acredita na união, outra na submissão. É esta diferença que pode vir a determinar a manutenção da Escócia no Reino Unido e a independência da Catalunha

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Os partidos democráticos têm o dever de construir diques que subsistam às crises e travem os ímpetos intolerantes da maioria, aproveitados por oportunistas como o senhor Ventura. Para sobreviver, a democracia tem de se defender da "tirania da maioria", assumindo alguns valores como universais e irreferendáveis

  • Autárquicas 2017

    Daniel Oliveira

    Apesar de ser conta o voto obrigatório penso que está chegado o momento de deixar de ser complacente com os abstencionistas. Quem se abstém sem uma razão de força maior é um mau cidadão. Tudo o que passe a ideia de que não votar é uma escolha tão legítima como votar é desaconselhável. E tudo o que reforce a ideia de que o dia de uma eleição não é um dia como os outros é fundamental para a sobrevivência da nossa democracia

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Estamos a preparar pessoas incapazes de se aborrecerem e de se concentrarem. Crianças que se ligam a aparelhos para “hibernar” nos momentos menos animados, que se alheiam das conversas de adultos que não compreendem mas lhes permitem crescer, que não conseguem viver os tempos em que nada acontece, que substituem o diálogo com os seus pares ou com os pais por permanentes estímulos audiovisuais

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    O maior problema com a Coreia do Norte é o regime doente que oprime o seu povo e põe toda a região em perigo. Mas o maior problema do mundo é ter como líder da maior potência imperial uma criança que ninguém respeita, apoia ou teme. Talvez Donald Trump represente o fim da era americana que por sua vez representou o fim da era europeia. Não é apenas por ser a maior potência da região que todas as nossas esperanças se dirigem, na resolução deste conflito, para a China