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Expresso

Bernardo Mendonça

Bernardo Mendonça

Jornalista

Entrou neste jornal com 26 anos. Antes experimentou o teatro e aprendeu a escrever notícias na Lusa. Na Rádio Oxigénio falou de livros e histórias reais contadas pelos ouvintes em “Da Mão prà Boca” e “A Vida em A4″. Moderou o programa de debate “A Resistência” em caves e becos para o site do Expresso. No Jornal da Noite, da SIC, apresentou a rubrica "Vamos Sair" e é coautor das séries "Mural da Liberdade" e "Vamos Falar de Sexo". Foi distinguido com o Prémio Média 2008, da Rede Ex aequo, com a reportagem “Lésbicas e Muito Mulheres”. Vive para viajar. Acredita que a realidade ultrapassa a ficção. Ou, por outras palavras,"just the facts, ma'am!"

  • Gisela João: “Cada vez que canto estou a lamber as minhas feridas. E espero lamber também as feridas dos que me ouvem”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Quem ouvir esta conversa corre o risco de ficar tomado pela voz desta mulher e da sua simplicidade, também ela complexa. Foi há dois anos que Gisela João pisou pela primeira vez os palcos dos Coliseus. Mas, antes, esta minhota de Barcelos lançara o seu primeiro disco (2013), que foi logo um espanto, e recebeu um aplauso generalizado que lhe ditou o destino: viver todas as vidas através do fado. Em palco, os sapatos saem-lhe depressa dos pés, para o sentimento ser mais livre. No próximo dia 31 sobe ao palco do Coliseu do Porto e a 7 de abril estará no Coliseu de Lisboa para apresentar o seu último disco, “Nua”. E promete dar-se por inteiro. “Quero que seja uma festa. Que as pessoas fiquem felizes pra ‘carago’. Que aconteça fado!”. Neste encontro, Gisela revela o que lhe vai na alma, recorda a infância, os escapes, os prazeres, os talentos ‘do cacete’ e o que a move na vida. Tudo isto neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • 2017 – uma odisseia em Lisboa

    Cultura

    Bernardo Mendonça

    Lisboa é uma cidade destruída por um Sol perigoso. As pessoas estão refugiadas num espaço à parte do mundo como o conhecemos. E se seis jovens fossem escolhidos para experimentar um lugar virtual? Este é o enredo de uma série de ficção científica para ser lida semanalmente, de forma gratuita, em formato ebook

  • Isabel Moreira: “Eu só quero ser um espírito livre. E pago o preço disso com a solidão. Os homens têm medo de mulheres livres”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    É uma mulher corajosa, lutadora, afirmativa, que vive permanentemente atormentada com os problemas de uma multidão de gente que espera que ela abra caminho para um país mais livre, sem preconceitos. “Luto todos os dias por uma sociedade menos sexista e homofóbica. A luta pela igualdade é aditiva. Entranha-se na pele. É um comboio que se apanha para a vida. É para sempre.” A deputada socialista Isabel Moreira recorda como foi crescer à esquerda numa família conservadora de direita e como ganhou o gosto pela política por causa do pai, o histórico democrata cristão Adriano Moreira. Uma conversa de verdade, onde Isabel recorda a infância, o que a levou à política, a solidão que vive, o passado de violência que ainda a atormenta, o prazer pela escrita, pela dança e as músicas que a levam a agitar-se na pista como se a vida estivesse para acabar. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Lena d’Água, a alma danada: “Desculpem lá se não morri jovem e bela”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    De símbolo sexual do rock português dos anos 80 ao recato de uma aldeia no meio da natureza, passou uma vida. Muita coisa mudou, mas a voz doce e cristalina mantém-se intacta, assim como o seu jeito livre e desalmado de ser. Deu que falar nas últimas semanas por ter arriscado concorrer ao Festival RTP da Canção, o que representou para si uma espécie de “renascimento”. Mote para uma conversa que percorre os loucos anos do rock, os vícios, os amores e os desejos: “Vou gravar um disco e ainda quero encher o Coliseu. A idade é mais um assunto na cabeça dos outros do que para mim”

  • Herman e Júlio Isidro. Duas histórias do tempo em que a televisão parava o país

    Diário

    Bernardo Mendonça

    Comemoram-se esta terça-feira 60 anos desde que a RTP iniciou as suas emissões regulares nos Estúdios do Lumiar, em Lisboa, depois de uma fase experimental, na Feira Popular. Muita coisa já foi escrita e dita sobre os primeiros anos da estação pública de televisão, mas há sempre algo mais para contar do tempo em que só existiam dois canais nacionais. Por isso desafiámos Júlio Isidro e Herman José, duas das maiores personalidades da televisão portuguesa, a partilharem um episódio marcante vivido nos bastidores do pequeno ecrã.

  • Rita Blanco: “Enquanto vivo outras vidas distraio-me da minha própria morte”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    É uma das nossas melhores atrizes. Ao longo do seu caminho já foi muitas mulheres no cinema, no teatro e na televisão . “Estou velhinha de viver tantas vidas tão intensamente.” Fora dos palcos, Rita Blanco detesta as máscaras dos outros — a ‘teatra’ do quotidiano — e usa o humor para as desarrumar, para lhes encontrar um lado mais genuíno. “As pessoas protegem-se demasiado, raramente são verdadeiras. E quando não consigo comunicar com elas sai-me o ‘alien’ e fico disparatada e provocadora.” Aos 54 anos, a atriz diz que largou carga e está mais serena. “Já não me preocupa o que os outros acham de mim, nem preciso ser amada por todos. Já só preciso de poucas pessoas e poucas coisas perto de mim”. Uma conversa de verdade, que passa pelas angústias de ser mãe de uma adolescente, o amor aos animais, a tristeza pelo fim do Teatro da Cornucópia ou o momento em que esteve prestes a ser apresentada como a nova ‘chica’ para o realizador Pedro Almodôvar. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Sobrinho Simões: “Daqui a 50 anos toda a gente vai ter cancro e mais do que um. Mas não vamos morrer disso”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    O professor e investigador Manuel Sobrinho Simões, fundador do IPATIMUP e Prémio Pessoa, considerado em 2015 o patologista mais influente do mundo, revela ter medo de contrair cancro, “uma doença terrível se estiver avançada.” Mas apesar de garantir que no futuro será uma doença de todos, por estarmos a viver cada vez mais, a maioria dos cancros serão tratáveis. “Alguns terão mesmo cura.” Sobre si, diz que tem tido uma ‘sorte de gaiola’ – sorte grande, leia-se – por nunca ter tido grandes problemas de saúde até agora, nos seus dinâmicos 69 anos. Assume ter medo do escuro ainda hoje, mas o seu grande fantasma é a reforma. “Não me imagino a parar e a ir para casa. Mas receio que não me deixem continuar.” Uma conversa que passa pela infância, o futuro, a música e o cinema – um dos seus grandes prazeres. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Zeca, uma estética que era uma ética

    Cultura

    Bernardo Mendonça

    Depoimentos. Há 30 anos que vivemos sem ele, há 30 anos que o continuamos a escutar. Faz esta quinta-feira três décadas de Portugal sem Zeca Afonso: Marcelo Rebelo de Sousa, Bagão Félix, Manuel Alegre, Marisa Liz, Maria do Céu Guerra (é dela o título ali em cima), Adolfo Luxúria Canibal, Pedro Ayres Magalhães, Vitorino e Ruben de Carvalho escrevem sobre um homem singular