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Perfil

Expresso

Henrique Monteiro

Henrique Monteiro

Redator Principal

Pertenceu à direção do jornal entre 1995 e 2005, tendo sido Diretor entre 2005 e 2011. Antes tinha sido editor da secção Sociedade e da Revista. Foi repórter em guerras a sério e em guerras políticas. Nasceu em 1956, é jornalista desde 1979 e entrou no Expresso em 1989. É ainda Diretor Geral Adjunto de Informação do Grupo Impresa e, pelo menos duas vezes por semana, Comendador Marques de Correia. Estudou História e Jornalismo. Tem cinco livros publicados (dois de crónicas e três romances).

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Confesso-me pecador e além do mais ignorante, sem capacidade para atingir as altas escarpas intelectuais daqueles que defendem a ideologia do género. Sou do género estúpido. Posto isto, e na minha qualidade, que é tão intocável como a de outro género qualquer, seja LGBTIQ+ e o que mais quiserem pôr, nasci menino e fui educado como menino. Naturalmente essa repressão feroz exercida pela família, sociedade e escola, fez-me desembocar, com o passar dos anos (mais de 60), num velho pai e avô heterossexual. Como já devem ter percebido por aquilo que aqui escrevi (mas que eu, como estúpido, não tenho a certeza) sou, quase certamente homofóbico, racista, xenófobo, chauvinista e, claro, fascista

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    A vida é injusta, já Kalimero (um patinho preto com uma casca de ovo na cabeça, figura dos desenhos animados infantis) o dizia. Mas em política não deve haver pior do que a atitude ‘Kalimero’, a personagem que apesar do nome significar qualquer coisa como ‘belo dia’ passava a vida a queixar-se

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Não tenho dúvidas de que alguns dos fogos florestais têm origem no crime de fogo posto. Mas já duvido da generalização dessa origem ao ponto de a tornar como principal causa dos fogos que sofremos. Mais: essa generalização acaba por retirar importância a medidas absolutamente necessárias, como o cadastro das terras, o seu emparcelamento, a limpeza das matas e todo o esquema de prevenção. O mais fácil é arranjar culpados concretos, interesses obscuros e, pela milésima vez, dizer que tudo isto se deve a negócios

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Temos entre nós os nossos pequenos Trumps e os nossos pequenos intolerantes. São aqueles que, a propósito de mais um – e saliento o mais um, porque é mais um e outros se seguirão – ataque a inocentes, desta vez nas Ramblas de Barcelona, surgem como cogumelos com críticas às políticas de apoio e receção aos refugiados e imigrantes. Não se diferem na essência dos ‘soberanistas’ que acham que as cidades não podem receber turistas porque são para quem lá mora. Assim como se encontram com outras correntes que têm por política a limitação da circulação

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O antigo primeiro-ministro e líder do PS escreve no ‘Público’ um artigo a desmontar o que o mesmo diário referiu ontem sobre a sua ação e do seu Governo, ligado ao BES e a outros elementos, na evolução da velha PT. Não está em causa o direito de o fazer, nem vou defender o trabalho do jornal, que referi aqui abundantemente; não tenho procuração para isso, nem aquela redação necessita de ajuda. Podia, até, acreditar neste e naquele ponto que Sócrates enfatiza, não fosse o caso de o último parágrafo o desmascarar por completo

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Um cidadão chega de férias e não está preparado para uma coisa assim. 10 páginas de jornal, não menos, onde se reenquadra, recorda e revela, pela mão da jornalista Cristina Ferreira, o que foi a ação na PT daquele que foi o banco do regime, o BES, e do seu presidente, Ricardo Salgado, do ex-primeiro-ministro português José Sócrates, de parvenus como Nuno Vasconcellos, dos envolvidos nos maiores escândalos da política brasileira, que vão do ‘mensalão’ ao ‘lava-jato’, e de como tudo isto se conjuga, metendo pelo meio secretas, maçons, ministros, lobistas e o que mais for. Aqui chegado, hesito entre os sentimentos e os factos descritos em dois livros de autores diferentes, que depois de grandes amigos cortaram relações: ‘A Peste’, de Albert Camus e ‘ A Náusea’, de Jean-Paul Sartre