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Autárquicas 2017

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Inês Medeiros diz que sucesso de Lisboa não pode continuar a passar ao lado de Almada

luís bara

Eleita presidente da Câmara de Almada mas sem maioria, a atriz, realizadora e ex-deputada refere, em declarações à Rádio Renascença, que vai entrar agora “numa fase de conversações com todas as forças políticas”

“O sucesso e dinamismo da área metropolitana não está a chegar a Almada e temos de mobilizar-nos”, afirma a recém-eleita presidente da Câmara, Inês Medeiros, entrevistada esta manhã pela Rádio Renascença.

Com surpresa, a lista do PS encabeçada pela atriz, realizadora e ex-deputada conseguiu vencer a CDU, que dirigia a autarquia de Almada há 40 anos, numa vitória por curta margem, com quatro de 11 mandatos. A ausência de maioria obrigará ao estabelecimento de pactos e a nova autarca afirma que “vamos entrar numa fase de conversações com todas as forças políticas”, frisando que “importa não fechar a porta a nenhuma” dessas forças e realçando a importância de “estabelecer pontes de diálogo”.

Medeiros diz que chega à autarquia com um “sentido de urgência”, considerando que tal é algo que tem tendência a esmorecer quando há a situação de “um poder instalado há muito tempo”, aludindo a que o crescimento do turismo verificado na capital, na outra margem do Tejo, não pode continuar a passar ao lado de Almada.

Entre os grandes projetos que pretende fazer avançar refere os casos da Margueira, a recuperação da antiga área dos estaleiros da Lisnave, e da reabilitação da zona ribeirinha do Ginjal, que denomina como “a grande porta de Almada”.

Inês Medeiros defende que a aposta no turismo passará também por mudanças na linha de costa marítima que “está sub-aproveitada”, ponderando alterações nos acessos às praias, que eventualmente poderão incluir a criação de novos locais para estacionamento. E assegura ainda que a recuperação da Fonte da Telha irá “pelo menos começar”.

Questionada sobre se passará a residir no concelho, a nova autarca respondeu que “provavelmente” irá ter “um espaço”, mas indicando que não o irá fazer a título permanente.

  • A presidente surpresa que quer ir de cacilheiro para trabalhar em Almada

    Inês de Medeiros justifica vitória surpreendente em Almada com "usura do poder" da CDU durante quatro décadas, conjugada com a “boa onda” da governação socialista a nível nacional. Sem maioria absoluta, rejeita antecipar cenários sobre eventuais réplicas de geringonças para governar Almada. Uma cidade para a qual admite deslocar-se de cacilheiro para poder trabalhar