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Autárquicas 2017

Autárquicas 2017

Mapas dos roubos: veja os assaltos destas autárquicas à lupa

Marcos Borga

São quatro maneiras diferentes de ver o país. Clique em cima das cores para ver as câmaras que cada partido perdeu e quem se ficou a rir

Rosa Pedroso Lima

Rosa Pedroso Lima

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Jornalista

Sofia Miguel Rosa

Sofia Miguel Rosa

infografia

Jornalista infográfica

PSD perdeu 17 Câmaras, todas a norte de Lisboa

Entre as 17 perdas de câmaras sociais-democratas, contam-se 13 para o PS, duas para independentes, uma para o Nós, Cidadãos! (Oliveira de Frades, onde cai 36 pontos relativamente às últimas autárquicas) e uma para o CDS (Oliveira do Bairro). Entre os casos mais traumáticos encontram-se Chaves, Marco de Canaveses e Pedrógão Grande.

Neste último caso, o PSD liderava a câmara, ali representado por Valdemar Alves, mas escolheu trocar nestas autárquicas o atual autarca pelo seu antecessor, João Marques, que se encontrava em período de “descanso” por causa da norma da limitação de mandatos. Valdemar Alves não gostou e aceitou o convite do PS, acabando por roubar uma câmara ao partido pelo qual começou por ser eleito. Na Ribeira Brava, o desaire foi semelhante: o partido não quis recandidatar o atual autarca, Ricardo Nascimento, que avançou como independente e conseguiu vencer.

PS perdeu 13 câmaras, 10 para presidentes do PSD

Numa noite de festejos, o PS só perdeu Câmaras a norte do Rio Tejo, a maior parte delas para o PSD (sete passaram diretamente para as mãos dos sociais-democratas e três para coligações PSD/CDS). O resultado mais impressionante é o de Castanheira de Pera, onde os socialistas conseguiram, em 2013, 62% dos votos, uma vez que este domingo reduziram o resultado para metade, com apenas 30% dos votos.

Mas a direita não foi a única a roubar Câmaras ao PS: houve três autarquias conquistadas por candidatos independentes (Águeda, Vila do Conde e Vizela). O maior golpe aconteceu em Vila do Conde, onde foi reeleita Elisa Ferraz, que foi durante este mandato presidente da Câmara pelo PS mas se zangou com o partido e decidiu avançar com uma candidatura independente, acabando com um domínio socialista - sempre com maioria absoluta - de 41 anos.

CDU: 9 Câmaras para o PS e mais uma para 'independente'

O pior resultado de sempre em número de presidências de Câmaras (24) fez Jerónimo ter de assumir, pela primeira vez, um resultado “negativo” para a coligação de esquerda. Foi duro, tanto mais que o PS conquistou dois bastiões, desde o 25 de abril nas mãos dos comunistas: Almada e Castro Verde. Podia ter ficado por aqui o desaire, mas a onda rosa levou ainda os concelhos emblemáticos do PCP como Beja, Barreiro e Alcochete. Ao todo foram 9. A décima autarquia perdida foi a de Peniche. Um independente que há anos integrava as listas da CDU resolveu seguir um caminho próprio. Com o apoio do BE, acabou por conqu

Indepedentes lutam contra PS e entre si

Em 2013, as candidaturas independentes venceram em 13 concelhos. Desta vez, o número de vitórias aumentou para 17, mas também se registaram perdas: em Matosinhos, onde a Câmara passou para as mãos de Luísa Salgueiro, PS, no meio de uma batalha que deixou a família socialista dividida; e em Oeiras, onde Isaltino Morais voltou para tomar a câmara que deixou em 2013 nas mãos do também independente Paulo Vistas, seu discípulo, enquanto cumpria pena de prisão por fraude fiscal e branqueamento de capitais.