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Autárquicas 2017

Autárquicas 2017

Distrito a distrito. Retrato de um país cada vez mais rosa

Uma análise das presidências de câmara distrito a distrito, depois de uma noite de contagem de votos que deixou cerca de 85% dos concelhos do país nas mãos dos mesmos partidos ou de movimentos independentes (texto atualizado às 14h15, assinalando os casos em que o PSD lidera câmaras em coligação).

AVEIRO: A PRAÇA FORTE DO CDS
Quatro câmaras mudaram de mãos: São João da Madeira e Oliveira de Azeméis, conquistadas pelo PS ao PSD; Águeda, ganha por independentes ao PS; e Oliveira do Bairro, que passou do PSD para o CDS. No resto, tudo na mesma. O PSD lidera agora oito municípios (sozinho ou coligado), o PS seis, o CDS três (é o distrito em que os centristas governam mais concelhos), enquanto independentes conquistaram duas câmaras.

Aveiro

Aveiro

BEJA: PS ROUBA QUATRO CÂMARAS À CDU
Era um dos distritos do país onde a CDU tinha a maioria das câmaras, mas a planície foi varrida por um vendaval cor de rosa. O PS arrebatou quatro câmaras aos comunistas (Barrancos, Moura, Castro Verde e Beja, sendo que a capital do distrito fora conquistada pela CDU ao PS em 2013). Socialistas têm agora nas mãos 10 das 14 câmaras, contra quatro dos comunistas.

Beja

Beja

BRAGA: PSD GANHA DUAS CÂMARAS AO PS
Amares e Terras de Bouro são concelhos que passaram de mãos socialistas para sociais-democratas; o PS perdeu também Vizela, para independentes. Um caso muito raro a nível nacional: um distrito em que, simultaneamente, o PS perdeu câmaras e o PSD ganhou. Os sociais-democratas governam em nove concelhos (alguns em coligação), contra quatro do PS e um de independentes.

BRAGANÇA: PS GANHA DUAS CÂMARAS AO PSD
Mirandela e Macedo de Cavaleiros foram conquistadas pelos socialistas aos sociais-democratas. São os únicos municípios com novas cores. Invertem-se as posições de há quatro anos: o PS tem agora sete câmaras, o PSD cinco (uma em coligação com CDS).

CASTELO BRANCO: TUDO IGUAL A 2013
Nada mudou no distrito. PS e PSD continuam com as mesmas câmaras que haviam conquistado em 2013: sete dos socialistas, quatro dos sociais-democratas.

Castelo Branco

Castelo Branco

COIMBRA: TUDO IGUAL A 2013
Nada mudou no distrito em quatro anos. Os socialistas lideram 12 das 17 câmaras, o PSD tem cinco.

Coimbra

Coimbra

ÉVORA: ALANDROAL PASSA DA CDU PARA O PS
O panorama manteve-se quase inalterado no distrito. Só uma câmara mudou de mãos, o Alandroal, da CDU para o PS. Com esta conquista, os socialistas têm agora o maior número de concelhos (seis), contra cinco dos comunistas. Três municípios continuam em mãos de independentes.

Évora

Évora

FARO: TUDO IGUAL A 2013
As coisas continuam como estavam nos 16 concelhos algarvios. O PS mantém a liderança, com dez municípios, seguido do PSD, com cinco (sozinho ou coligado), e da CDU (com Silves, a sua praça mais a Sul).

Faro

Faro

GUARDA: PS E PSD TROCAM DE CADEIRAS EM CELORICO E MANTEIGAS
O distrito sofreu poucas alterações. Só dois concelhos mudaram de mãos, numa troca. O PSD ganhou Celorico da Beira ao PS e os socialistas conquistaram Manteigas aos sociais-democratas. PSD e PS continuam a deter o mesmo números de câmaras: sete e seis, respetivamente. Aguiar da Beira continua nas mãos de um independente.

Guarda

Guarda

LEIRIA: ONDE MAIS CÂMARAS MUDARAM DE COR
O PS conquistou três novas câmaras (Bombarral, Ansião e Pedrógão Grande, todas ao PSD), os sociais-democratas ganharam duas (Porto de Mós e Castanheira de Pera, ambas do PS), enquanto os comunistas perderam Peniche para independentes (era o concelho litoral mais a norte governado pela CDU, que há quatro anos ficara sem maioria absoluta; agora perdeu mesmo a autarquia, com pouco mais de 15% dos votos). Os sociais-democratas têm agora oito câmaras, contra sete dos socialistas e uma independente.

Leiria

Leiria

LISBOA: TUDO IGUAL A 2013
Nada mudou no distrito face a 2013. O PS lidera 10 câmaras, o PSD três (uma em coligação) e a CDU duas. Oeiras continua nas mãos de independentes (embora sejam agora as de Isaltino Morais e não as de Paulo Vistas).

Lisboa

Lisboa

PORTALEGRE: PS GANHA SOUSEL E ALTER DO CHÃO AO PSD
Duas câmaras (Sousel e Alter do Chão) mudam de cor, passando do laranja para o rosa. De resto, o PS continua a ser o partido com mais concelhos (oito), seguido do PSD, com quatro, e da CDU, com dois. A capital do distrito é governada por independentes.

PORTO: PS REFORÇA POSIÇÃO
Não fora Vila do Conde (câmara socialista desde sempre, mas agora nas mãos de independentes) e o distrito do Porto estaria na primeira linha das conquistas do PS neste domingo. Com efeito, o partido liderado por António Costa ganhou três câmaras (uma a independentes, Matosinhos; e duas ao PSD, Paredes e Marco de Canaveses). Além destas duas, os sociais-democratas perderam ainda Felgueiras para independentes. No resto dos municípios ficou tudo na mesma. Socialistas têm agora dez concelhos, contra cinco do PSD (mas quatro são em coligação) e três de independentes.

SANTARÉM: PS GANHA CONSTÂNCIA À CDU E PERDE OURÉM PARA O PSD
Só duas câmaras mudaram de mãos: Constância, perdida pela CDU para o PS; e Ourém, conquistada pela PSD aos socialistas. O PS lidera o mesmo número de concelhos de há quatro anos (13), enquanto o PSD, sozinho ou em coligação, tem agora seis (mais um do que tinha) e a CDU dois (contra três em 2013).

Santarém

Santarém

SETÚBAL: CDU PERDE TRÊS BASTIÕES PARA PS
Não é o distrito onde a CDU tem o maior número de perdas, mas é aquele onde a derrota terá certamente maior impacto (pela dimensão populacional e pela carga simbólica dos concelhos em causa para os militantes comunistas). Barreiro, Almada e Alcochete são agora presididos pelo PS (no sismo sofrido na Península de Setúbal, os comunistas perderam ainda a maioria absoluta em Palmela e Seixal). A CDU continua a ser a força com mais câmaras no distrito (oito), é verdade. Mas o PS, que só tinha um município na margem ribeirinha (Montijo), tem agora mais três nessa faixa (e ainda um quinto concelho mais a Sul, Sines). Com o rombo sofrido no distrito, os comunistas deixaram de ser o partido com mais câmaras na Área Metropolitana de Lisboa, da qual fazem parte 18 municípios dos dois lados do rio.

VIANA DO CASTELO: PSD GANHA TERRENO AO PS
Apenas duas câmaras (Monção e Ponte da Barca) mudaram de mãos, e ambas foram ganhas pelo PSD ao PS, o que faz do distrito litoral mais a Norte um dos poucos onde os sociais-democratas reforçaram a sua posição. PS e PSD têm quatro câmaras cada, enquanto CDS e independentes governam um município cada um.

Viana do Castelo

Viana do Castelo

VILA REAL: PS E PSD MANTÊM A DISTÂNCIA
Antes destas eleições, os socialistas governavam oito concelhos e os sociais-democratas seis, e assim vão continuar (sendo uma das câmaras do PSD agora em coligação). Neste domingo, entre PS e PSD, cada um ganhou uma câmara ao outro. O PS conquistou Chaves, enquanto o PSD ganhou Murça.

VISEU: PSD E PS OMBRO A OMBRO
Neste domingo, quatro municípios mudaram de mãos. O PSD perdeu três: Oliveira de Frades para os Nós Cidadãos, partido que assim vai formalmente pela primeira vez presidir uma câmara municipal; Nelas, para o PS; e São João da Pesqueira, para independentes. Em contrapartida, os sociais -democratas ganharam Castro Daire do PS. Viseu já foi quase um feudo do PSD (nos tempos do denominado Cavaquistão), mas hoje socialistas e sociais-democratas têm as mesmas presidências de câmara: 11 para cada um, embora em dois concelhos o PSD governe em coligação com o CDS.

Viseu

Viseu

AÇORES: TUDO IGUAL A 2013
Depois da grande mexida de há quatro anos (seis das 19 câmaras mudaram então de mãos), tudo fica como dantes depois deste domingo. E assim o PS continua com 12 concelhos, contra cinco do PSD, uma dos CDS e uma independente.

MADEIRA: O TEMPO NÃO VOLTOU PARA TRÁS
O arquipélago foi o ponto do país onde há quatro anos se deu a modificação mais radical da paisagem autárquica. O que era então o único distrito ou região autónoma monocolor (os 11 concelhos eram nessa data do PSD) tornou-se uma realidade em vários tons. E foi essa paleta que grosso modo se manteve agora. O PSD recuperou Porto Santo ao PS, mas perdeu Ponta do Sol para os socialistas (e Ribeira Brava para independentes). E no Funchal não conseguiu afastar a coligação de vários partidos, entre os quais o PS, presidida por Paulo Cafôfo. O CDS mantém Santana e dois grupos independentes continuam a governar São Vicente e Santa Cruz (este nas mãos dos Juntos pelo Povo).