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Autárquicas 2017

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Sondagem em Loures: populismo de Ventura não rende mais lugares ao PSD

Bernardino vence sem maioria absoluta. PSD fica igual na vereação. Problema será como a CDU conseguirá governar

Em Loures, a surpresa pode ser que não haja surpresa nenhuma. Foram semanas de mediatismo para o concelho que conta com um candidato, André Ventura (PSD), que chegou a ser comparado ao populismo de Trump e que deu dores de cabeça à direção do partido, pressionada para o deixar cair. Foram, aliás, as suas declarações polémicas sobre a comunidade cigana, que disse viver “quase exclusivamente de subsídios do Estado”, que romperam a coligação com o CDS. Assunção Cristas justificou: “Jamais deixaria que o CDS pudesse ser associado a racismo”.

Apesar de uma subida de dois pontos para o PSD em relação às últimas autárquicas (passa de 16% para 18,2%, segundo o estudo da Eurosondagem para o Expresso e a SIC), o número de vereadores sociais-democratas mantém-se igual (continuam a ser dois), e a CDU de Bernardino Soares, que também cresce dois pontos, continua a liderar a autarquia, mantendo a hegemonia de esquerda que já é tradição em Loures.

O número de vereadores é o mesmo de há quatro anos para todos, o que significa que não há maioria absoluta para ninguém. Uma notícia que pode complicar as contas: é que Bernardino já negou a hipótese de se coligar com o PSD de Ventura, mas o PS, que fica em segundo lugar com 28,2% dos votos (menos três pontos que em 2013), também disse querer governar sozinho.

Ficha técnica

Estudo de Opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, dias 17, 18 e 19 de Setembro de 2017. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O Universo é a população com 18 anos ou mais, residente no Concelho de Loures, e habitando em lares com telefone da rede fixa. Foram efetuadas 821 tentativas de entrevistas e, destas, 111 (13,5%) não aceitaram colaborar no Estudo de Opinião. Foram validadas 710 entrevistas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma aleatória resultou, em termos de sexo, (Feminino – 51,0%; Masculino – 49,0%), e no que concerne à faixa etária, (dos 18 aos 30 anos – 18,5%; dos 31 aos 59 – 49,9%; com 60 anos ou mais – 31,6%). O erro máximo da Amostra é de 3,67%, para um grau de probabilidade de 95,0%. Um exemplar deste Estudo de Opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.