25 de maio de 2013 às 1:54
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análise

Austeridade na recessão impede a retoma

Tem havido um erro crónico na política orçamental dos países desenvolvidos. Expansão orçamental nos períodos de "bolha" financeira e austeridade nos períodos de recessão. Baseiam-se em duas falácias orçamentais, diz Jeffrey Frankel, da Universidade de Harvard.

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
Manifestação contra a austeridade em Madrid Dominique Faget/AFP/GettyImages Manifestação contra a austeridade em Madrid

"Ao longo dos anos, os políticos nos países desenvolvidos tenderam a favorecer a expansão fiscal durante os períodos de boom económico e a austeridade durante as recessões", afirma Jeffrey Frankel, professor de Formação de Capital e Crescimento da John F. Kennedy School of Government da Universidade de Harvard. O académico, num artigo publicado pelo Economy Watch, admite que "estas políticas pró-cíclicas sejam compreensíveis do ponto de vista político", mas este erro crónico está a pagar-se caro: "estes países raramente estão preparados para uma crise e eventualmente têm imensa dificuldade em que a economia retome". Resultado: as economias desenvolvidas ficaram presas numa armadilha.

Enquanto nos países emergentes foram seguidas políticas anti-cíclicas depois das duras crises financeiras e de dívida dos anos 1990 e início da década de 2000 que devastaram regiões inteiras do mundo, nos países desenvolvidos seguiram-se, alegremente, políticas pro-cíclicas, pseudo-keynesianas no período da "bolha" financeira, e depois de austeridade "disciplinadora" durante uma recessão.

Os défices não contam, dizia Dick Cheney


O desacerto é total. Frankel olhou sobretudo para os Estados Unidos. Três gerações de políticos favoreceram expansão orçamental, cortaram impostos às camadas ricas ou a certos sectores de atividade deixando as receitas do Estado em situação fragilizada, fecharam os olhos ou favoreceram legalmente as práticas de alto risco "sistémico" da "bolha financeira", declararam que "os défices não contam" em termos políticos (uma das mais célebres citações do vice-presidente dos EUA Richard "Dick" Cheney na Administração de George W. Bush), iniciando uma espiral deficitária despesista, durante as expansões de 1982-1989, 1992-2000, 2002-2007. Depois, os mesmos que foram campeões do défice e da dívida viraram falcões da austeridade e aplicaram a "disciplina orçamental" durante recessões (1980, 1981, 1990).

O descalabro chegou ao ponto da crise de agosto passado nos EUA em torno do problema do teto da dívida (que levou à própria Standard & Poor's retirar a classificação de triplo A ao país) e pode voltar a rebentar no final deste ano com a conjugação de nova guerra no Congresso em torno do teto da dívida com um problema gravíssimo adicional de "penhasco orçamental". O mais grave é que este risco nos EUA se pode conjugar com um agravar da crise das dívidas soberanas na zona euro e um aprofundamento da recessão na Europa, onde as mesmas falácias orçamentais foram e são seguidas por várias cores políticas, com destaque atualmente para as políticas de austeridade na zona euro.

Aprender com os emergentes


Ora, o caminho de política orçamental deve ser outro - disciplina nos períodos de crescimento, procurando consolidar excedentes orçamentais, e uso da margem orçamental nos períodos recessivos para estimular a economia em depressão, diz Frankel.

Entre 1960 e o final da década de 1990 foram os países em desenvolvimento e emergentes que foram os campeões dessa disfuncionalidade das políticas orçamentais pro-cíclicas. Mas aprenderam a lição dos defaults, das reestruturações de dívida, das crises bancárias dolorosas dos anos 1990 e início dos anos 2000. E, entre 2003 e 2007, "aproveitaram o boom para fortalecer a suas posições orçamentais, poupando para os dias de chuva".

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FALÁCIAS, HÁ MUITAS!!!
O CERNE DA QUESTÃO, foi a correcção feita em 1789, na Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, à frase da Declaração de Independência dos EUA de 1776 que afirmava que "os homens nascem livres e iguais". A Revolução Francesa acrescentou "em direitos". E este aditamento que parece à primeira vista restritivo é na realidade muito mais abrangente, pois se da Revolução Americana surgiram o Capitalismo Moderno e as ideias de "empreendedorismo", em que só não é rico quem não trabalha dado sermos todos "iguais", a Revolução Francesa deu origem às Democracias Modernas ao reconhecer as diferenças, e a necessidade de as ultrapassar conferindo a todos os mesmos direitos, quer sejam mais, ou menos "empreendedores": foi a semente da solidariedade e do Estado Social.

A Revolução Neo-Liberal a que assistimos, CONDUZIDA PELA UE, consiste em INVERTER E RECUSAR a herança da Revolução Francesa. Temos os Estados cumpridores e incumpridores, que tinham a "obrigação" de terem todos atingido o mesmo nível da Alemanha, e temos os cidadãos "empreendedores" e os que não o são.

A sociedade baseada na "concorrência e competitividade" em vez da solidariedade só pode resultar na aquilação dos mais fracos, e é essa a GRANDE RUPTURA a que estamos a assistir.

É NECESSÁRIO LUTAR CONTRA A REVOLUÇÃO NEO-LIBERAL e a única maneira que Portugal tem de o fazer é SAIR DO EURO E DA UE!!!
...
Re: A única maneira que Portugal tem de o fazer Ver comentário
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Perguntas aos que defendem estímulos à economia.
São muitos os políticos e fazedores de opinião que defendem que a recessão que se vive em Portugal para ser ultrapassada necessita de estímulos à economia. Ninguém duvida que tais estímulos seriam muito benéficos para a criação de empregos e incremente da produção, mas pergunta-se onde estão as reservas orçamentais necessárias para o efeito? Quando a economia portuguesa estava em expansão por que razão tais reservas orçamentais não foram constituídas? A actual falta de estímulos ao crescimento é por culpa de quem nos governou nos períodos expansivos ou nos recessivos?
Re: Perguntas aos que defendem estímulos à economi Ver comentário
Re: Perguntas aos que defendem estímulos à economi Ver comentário
Re: Perguntas aos que defendem estímulos à economi Ver comentário
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Todos são culpados!
1. Começando pelos povos que invejam a riqueza dos mais ricos sem terem qualquer condição (e sem fazerem por isso) para lá chegarem
2. Os políticos que ou para se manterem no poder ou aspirarem a ele cedem à vontade do ponto 1.
3. Os sindicatos e diversas associações "lobbyistas" que apenas se preocupam em obter regalias para si em detrimento do resto da população.
4. Os jornalistas e cronistas que movidos pelos interesses de 2 e 3 apoiaram essas iniciativas, sendo raras as excepções que as denunciaram.
Cacetadas ultra liberais nas cabeças Ver comentário
Comentas tanto! Será que tens tempo para Ver comentário
Re: Comentas tanto! Será que tens tempo para Ver comentário
E nesse país comunista não te ensinaram a ler!? Ver comentário
Apagados do mapa.
Esta canalha do ultraliberalismo é que dão cabo disto tudo. Vendem-se os anéis e ficam os dedos.
Re: Apagados do mapa. Ver comentário
E o que o Alforreca te anda a vender agora?! Ver comentário
Re: E o que o Alforreca te anda a vender agora?! Ver comentário
Re: Austeridade na recessão impede a retoma
Cheney, um dos reis da guerra e do neo-liberalismo americano diz que "os défices não contam". O nosso Soares diz que "o dinheiro aparece sempre". Curiosa proximidade esta entre um ultra-liberal e um que se diz socialista. Já para não citar Sócrates: "as divídas não são para se pagar". No fundo, para esta malta culta o que interessa é gastar porque quem vier a seguir que feche a porta...
REFORMADO ROUBADO POR UM GOVERNO DE LADRÕES !!!
...ESPEREMOS, QUE NAS FÉRIAS QUE VAI PASSAR, COM O DINHEIRO ROUBADO AOS REFORMADOS, NA PRAIA DA MANTA-ROTA OU ...BANCARROTA, SE AFOGUE E QUE O BANHEIRO QUE O DEVIA SOCORRER LHE DIGA QUE DEVE APROVEITAR A OPORTUNIDADE... DE SE AFOGAR !!! ISTO NÃO É DESEJAR O MAL A ALGUÉM...MAS DESEJAR O BEM DA PÁTRIA, POIS LIVRAR-NOS-IA DE PELO MENOS UM LADRÃO ...DE REFORMADOS E DE QUEM TRABALHA PARA O SUSTENTAR !!!

QUERO O MEU SUBSÍDIO, QUE ME ROUBARAM, DE VOLTA, CONFORME A DECISÃO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL !!! QUANDO É QUE OS LADRÕES CUMPREM UMA SENTENÇA ? QUANDO É QUE OS LADRÕES CUMPREM A SENTENÇA A QUE FORAM CONDENADOS ??? ...ENQUANTO OS LADRÕES NÃO DEVOLVEREM O QUE ROUBARAM, NUNCA PODERÁ HAVER PAZ SOCIAL !!! NINGUÉM SE PODE ESQUECER QUE PARA IREM AO "POTE" NÃO EXITARAM AM MENTIR AO POVO E ÁS...CRIANÇAS !!! TEM DE HAVER UM GOVERNO, DO POVO PARA O POVO, COM PESSOAS QUE NÃO PERTENÇAM A SEITAS, BANDOS OU PARTIDOS !!! TAMBÉM NÃO SE PODE CONTAR COM O INQUILINO DE BELÉM, QUE NÃO PAGA RENDA, NÃO GANHA PARA AS DESPESAS E VIVE Á CONTA DO POVO, DEPOIS DE TUDO TER DESTRUÍDO !!!
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