A aprovação de mais um plano de austeridade levou os gregos para a rua. Os confrontos com a polícia multiplicaram-se em Atenas, onde foi posto fogo a três bancos e duas lojas. Há registo de seis feridos.
A manifestação contra o novo acordo com a troika foi uma das mais concorridas registadas nos últimos meses da Grécia, com mais de 80 mil pessoas concentradas em diversos pontos da capital e outras 20 mil em Salónica, segunda cidade do país.
Quando o cantor Mikis Theodorakis, uma das pessoas que convocaram o protesto juntamente com os sindicatos, comunicou com a polícia para exigir subir as escadas do Parlamento para se dirigir às massas, as brigadas antimotim lançaram gás lacrimogéneo sobre os milhares de pessoas concentradas na Praça Sintagma "sem terem sido provocadas", indicaram à Efe testemunhas no local.
Um amigo do cantor, de 86 anos, disse em declarações à Rádio Real FM que se tratou de "uma tentativa de assassínio" e que a polícia disparou gás contra ele.
Vários estabelecimentos comerciais, entre os quais pelo menos três agências bancárias e dois cafés de grandes marcas, foram incendiados, além de contentores do lixo e veículos, segundo relata a EFE.
Também um grande edifício na rua Stadiu está a arder, mostraram as televisões gregas.
Um porta-voz da polícia explicou que há seis feridos, embora não tenha querido adiantar o número, e pelo menos dez detenções.
Sem se conhecer melhor a sociedade grega, os seus costumes, os seus valores, a sua atitude perante adversidades, parece-me incompreensível este tipo de respostas.
As pessoas entrevistadas parecem julgar-se com direito a que outros os sustentem, diabolizam os alemães e os europeus e nunca ouvi um grego dizer que há que aproximar o consumo aos rendimentos, para se poder ter alguma autonomia. Apresentam-se sempre como vítimas e não se vê uma atitude de reprovação ao comportamento próprio. Mesmo os responsáveis políticos, batem no mesmo ponto, dizem que cumprem, remordendo e rosnando.
Andam embrulhados com a polícia,destroem montras e mandam coktails molotov contra edifícios públicos, com objectivos que não consigo vislumbrar.
Visto de aqui, parece estarmos no reino da irracionalidade......
É tudo prejuízo a acrescentar ao enorme problema que já têm. É que nem o combustível dos coktails molotoff ajuda a economia. Deviam aprender com os Portugueses e fazerem manifs bem comportadas ao fim de semana.
É que uma coisa é certo, as manifestações ordeiras ao fim de semana, têm o mérito de fazer mexer a economia, são os transportes, as gráficas, a restauração, os palcos, som, as bandeiras, os megafones, enfim, é um sem número de pequenas empresas que beneficiam com estas coisas.
O governo, os empresários e o Turismo de Portugal deviam pensar seriamente em investir na atracção deste tipo de turismo, quiçá até importar umas manifs do estrangeiro, e criar uns pacotes turísticos, o chamado turismo reivindicativo, que incluíssem voo, tranfers, estadia, cartazes, umas bifanas, umas sagres, um megafone e um lenço encarnado. Tudo com a garantia de que por cá não há porrada da polícia de choque, gás lacrimogéneo, prisões etc.
A diferença entre os Gregos e os Portugueses é mais ou menos a mesma entre os que vêm uma luz ao fundo do túnel e andam para a frente em passo acelerado (Portugueses), e os que estão tão convencidos que a luz é um comboio em sentido contrário, e que por isso começam a correr para trás (Gregos)!
Provàvelmente em Portugal também vai ser assim ! Pois a paciência tem LIMITES ... Cuidadinho ó «Piegas» que és conhecido pelo nome de «Pssos infelizes», para não dizer catastróficos ! - Eu se fosse a ti ... Pedia já a REFORMA ! Olha que apesar de ser INVERNO ... este clima em que vivemos vai aquecer até ao RUBRO ! Olha que estou a avisar-Te ! Põe-te a milhas, para teu bem e dos teus familiares !
mas a História dirá, por vias alternativas, o que realmente está ocorrendo e, que, não será apenas o caso grego. Há muitos cegos, ou que convenientemente não querem ver que, neste momento, se desdobra uma guerra surda das oligarquias privadas que estão abafando o que conhecemos como Estado, refém do capital, cedo ou tarde vai capitular e ficar à mercê dos grandes negócios. A democracia está por um fio, uma ditadura de ideias e de costumes duros será imposta e, com certeza, fará corar a Idade Média cristã. Só o povo poderá reverter esta situação e vai ser terrível enfrentar o que vem pela frente, nas próximas décadas. Vivemos um ponto de mudança que, poderá ir ao inferno ou manter os ares respiráveis de uma democracia representativa. Quem viver, verá! Rio Grande
Tenho uma certa esperança de que por cá não haja uns oportunistas a pregar a violencia como forma de protesto!
Tenho uma certa esperança de que os participantes de uma qualquer manifestação, de cara descoberta e sem medo de lá estarem, neutralizem uns imbecis vestidos de negro, cara tapada e molotov na mão, a destruirem carros, caixotes de lixo ou lojas, como se isso resolvesse algum dos nossos problemas!
Tenho uma certa esperança de que os discursos nessa manifestação sejam para trabalharmos mais, melhor e sermos justamente pagos!
Tenho uma certa esperança de que os velhos e maus "clichés" sejam postos de lado, e que novos e pragmáticos seja finalmente usados!
Tenho uma certa esperança de que a mesquinhês, a inveja, o oportunismo e a esperteza saloia desapareçam de vez!
Ainda tenho uma certa esperança...
40 anos já eles recuaram e mais uns 30 ainda mais para tras já estao reservados. Mas não é pelos protestos de rua: estas "soluçoes" em 3 anos levaram a ruína à Grecia por muitos anos.
Não é só a esquerda que o diz, pode ouvir mais de um premio Nobel a dizê-lo (ex. Stiglitz) ou um jornal conservador como o "New Europe".
Sou contra protestos a degenerar em violencia mas as pessoas têm o direito e ate o DEVER patriotico de se manifestar e defender a geração dos netos (os filhos já têm a vida lixada de qualquer modo).
Há muito que a Alemanha beneficia dos investimentos, dos mercados e ate dos emprestimos muito lucrativos que fez à Grecia. Esta "ajuda" está envenenada; sabe quanto é que Portugal vai pagar de COMISSOES bancarias (nao falo de juros)?? São (para já) quase 700 MILHOES DE EUROS!
A Grecia esta de rastos, há idosos respeitaveis a "roubar" pão e fruta nos supermercados, os deficientes pederam a maioria da assistencia, etc., etc.
Claro que a culpa tambem é dos gregos e ate nossa: fomos nós que desperdiçamos investimentos produtivos e escolhemos uma moeda forte como o Euro cedo demais (como o Dr. Cunhal foi dos poucos a avisar em 1992)
Assim como se trocaram os primeiros ministros da Grécia, Portugal e Itália, para todos do mesmo padrão, estão fazendo o que se chama em economia, um teste de stress no povo europeu.
Se os gregos não depuserem o governo, depois estes pacotes econômicos virão com toda (ou mais) intensidade para Portugal, Irlanda, Espanha e Itália.
Afinal, se a Grécia estourar a economia européia não perde muito e eles procuram outro caminho.
Deixaram os gregos ligados à máquina para livrar a banca alemã e francesa de dívida grega. O que é que nos garante que não estão a fazer o mesmo a Portugal para depois lhe prepararem uma saída 'suave' (para eles) do euro? Até lá a agonia da economia e o desespero da sociedade...a austeridade é o caminho mais certeiro para o abismo! Na Grécia, Portugal ou qualquer outra parte do mundo. O fim de tudo isto não pode ser bom como não o foi na crise de 1929. Insanidade é pensar que as mesmas receitas vão resultar de modo diferente...
Por uns pagam os outros... é uma injustiça tantos andarem a passear no dinheiro que os outros ainda não pagaram por eles... mas para mim só espero que seja como o meu avô, que morreu calmamente ao volante do autocarro enquanto, os outros passageiros gritavam em pânico antes de também perderem a vida...
Já é tempo de sair desta superficialidade, de perceber que os Gregos têm culpas no cartório, que não foram sérios e que não o estão a ser. Os Gregos levaram a lógica dos "direitos adquiridos" até à demência, até à falta de vergonha. Contam-se factos inauditos.
Os exemplos desta falta de seriedade são imensos, a saber :
1 - Em 1930, um lago na Grécia secou, mas o Estado Social grego mantém o Instituto para a Protecção do Lago Kopais, que, embora tenha secado em 1930, ainda tem, em 2011, dezenas de funcionários dedicados à sua conservação.
2 - Na Grécia, as filhas solteiras dos funcionários públicos têm direito a uma pensão vitalícia, após a morte do mãe/pai-funcionário público. Recebem 1000 euros mensais - para toda a vida - só pelo facto de serem filhas de funcionários públicos falecidos. Há 40 mil mulheres neste registo que custam ao erário publico 550 milhões de euros por ano. Depois de um ano de caos, o governo grego ainda não acabou com isto completamente.
O que pretende é dar este subsidio só até fazerem 18 anos ...
3 - Num hospital público, existe um jardim com quatro (4) arbustos. Ora, para cuidar desses arbustos o hospital contratou quarenta e cinco (45) jardineiros.
4 - Num acto de gestão muito "social" (para com o fornecedor), os hospitais gregos compram pace-makers quatrocentas vezes (400) mais caros do que aqueles que são adquiridos no SNS britânico.
Os gregos têm vivido acima das suas possibilidades, à custa de empréstimos( como os portugueses, mas a um nivel superior). Desde que foram implementadas medidas de austeridade, falham com os compromissos. Se falham com os compromissos, não pagam as dividas que contraíram. Se não pagam, somos nós, europeus, que sustentamos a vontade dos gregos( incluindo portugal). Nunca nos podemos esquecer que quem escolheu os governos gregos foi precisamente o povo; também não podemos esquecer que a grécia é um pais democrático, e como tal, o povo tem que aceitar as escolhas dos governos que elegeram( até podem ter sido opções erradas, mas isto é a democracia!).
Neste momento a Grecia, bem como Portugal, devem dar o beneficio da duvida aos governantes, esperar( quem espera, desespera, mas não há alternativa, neste momento)
Como toda a gente, também me custa, muito, ter que voltar a pagar porque geriram mal o dinheiro que depositei nos cofres do estado ao longo de décadas. Já não vale a pena olhar para trás e procurar culpados; sou apartidário e só me resta esperar algum tempo para ver se conseguem por a escrita em dia; tenho que ser tolerante, sabendo mesmo que muitas das medidas impostas estão erradas( também não há governos perfeitos).
Daqui a um ano, farei o balanço. E sim, daqui a um ano se a situação estiver pior, lutarei, não para que o governo saia e dê lugar a outro igual, mas para que portugal tenha um regime democrático mais justo. Agora dou o beneficio da duvida e confio.
Os instalados em Bruxelas são gente engraçada. Estão muito preocupados com o que passa na Síria, mas o que eles estão a fazer ao povo grego não vêem, não sentem, enfim, entendem como normal. Não pretendo limpar ou negar as sérias irregularidades e distorções na sociedade grega, mas será pondo um povo a pão e água que elas vão desaparecer? Ainda não chegámos à Síria, mas Bruxelas caminha para lá a passos largos.