31 de janeiro de 2015
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Porque é que os gays votam em Le Pen?

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Conheço bem Hirsi Ali e Geert Wilders. Não conheço tão bem Pim Fortuyn, mas sei uma coisa: é verdade que Fortuyn não tinha a sensatez de Ali, mas também não era um mero extremista como Wilders. O ódio de Wilders é dirigido a um Islão abstracto. A crítica de Fortuyn, ao invés, partia de um ponto concreto e insofismável: a homofobia reinante nas comunidades muçulmanas. Ele sabia do que falava porque era gay. O âmago da sua campanha contra o islamismo na Holanda tinha, portanto, uma base mais do que justa: queria andar pelas ruas das cidades holandeses sem medo de insultos ou ataques homofóbicos de árabes ou marroquinos. Será que Fortuyn era um populista de extrema-direita? Talvez, mas antes disso era um activista gay a lutar pela sua liberdade e criou o seu próprio partido porque a crítica aos muçulmanos holandeses estava proibida no centro político. Lembrei-me desta história quando vi ontem uma notícia ("Spectator") que dava conta do seguinte: 25% dos gays de Paris já votam na Frente Nacional. Não é difícil perceber porquê. 

 

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Alexis Tsipras não merece respeito

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Um sujeito que dá ao filho o nome de um assassino não merece respeito. Um dos filhos de Alexis Tsipras dá pelo nome de Ernesto Tsipras, em homenagem ao assassino pin-up da longa lista de assassinos comunistas: Ernesto Che Guevara. Mas o pior nem sequer está neste desrespeito pelas vítimas de Che e do comunismo em geral, a começar pelos cubanos, que, diga-se, sairão mais cedo do comunismo do que os gregos (e portugueses). O pior está no desrespeito de Tsipras pelos ucranianos.

 

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Luís Figo tem razão

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A minha mãe detesta futebol, não consegue perceber a lei do fora-de-jogo, acha que o 4-3-3 é uma cena do 1-2-3 da picadora Moulinex, mas adorava o Rui Costa. Entre 93 e 94, fazia questão de ir connosco ao estádio para vê-lo jogar. Era um misto de amor maternal com devoção carnal quase adolescente. Nas suas palavras, Rui Costa era "o menino de boca aberta que nunca baixa a cabeça". A minha mulher detesta futebol, é uma daquelas senhoras que entra no estádio para perguntar "quem é a bola?" e faz campanha activa contra o Benfica junto das nossas filhas. Mas adorava o Aimar, que tratava por "Pablito". Ambas detestam futebol, mas ambas não escondiam o fascínio por aqueles jogadores especiais que desfilam no relvado. Os outros correm, eles desfilam.

 

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Antissemitismo de esquerda

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Cobarde e patético, eis as palavras que me ocorrem para descrever o abismo entre a gravidade dos ataques antissemitas na Europa e a cobertura mediática desses ataques. Estamos a filmar a final da Liga dos Campeões com o carro de exteriores da Liga dos Últimos. Em 2013, um belga-argelino entrou num museu judaico em Bruxelas e disparou sobre quatro pessoas. Onde esteve a nossa indignação nessa altura? Em 2012, Mohamed Merah matou sete pessoas num ataque à escola judaica de Toulouse. Não, não estamos a falar de um ataque talibã a uma escola no longínquo Paquistão ou Afeganistão. Uma escola cheia de crianças francesas em França foi atacada, morreram três meninos, mas não surgiu qualquer onda de comoção ou solidariedade. Atacar uma escola é ainda mais bárbaro do que atacar um jornal, mas onde é que estiveram as nossas lágrimas em Maio de 2012?  

 

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Eu sou judeu (e não grego)

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Eu sou judeu, porque a questão judaica (e muçulmana) dentro da Europa é mais importante para o futuro europeu do que qualquer eleição grega. Sou judeu porque a questão judaica (e muçulmana) está no coração das eleições que podem de facto destruir a União Europeia (França, Alemanha). Finalmente, eu sou judeu porque o recente episódio de Paris foi apenas o zénite de um fenómeno com mais de uma década: os ataques sistemáticos de radicais muçulmanos a judeus e a locais judaicos na Europa. Não é por acaso que dezenas de milhares de judeus estão a emigrar da Europa para Israel todos os anos. 

 

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Não há "violência doméstica". É só violência

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"Quarta Divisão" (2013) não é o melhor filme de Joaquim Leitão, mas tem duas virtudes: Carla Chambel, a nossa girl next door, e o dilema moral que suporta a trama. Neste policial lisboeta, a brigada de investigação da PSP liderada pela detective Lena Tavares (Carla Chambel) procura um rapaz desaparecido. O caso torna-se mediático, porque estamos a falar do filho de um homem importante, Filipe Cabral e Melo (Paulo Pires). Após peripécias várias, ficamos a saber que o menino fugiu porque era abusado pelo pai. Estala o escândalo. Cabral e Melo, um dono-disto-tudo, é pedófilo. Pior: abusa do próprio filho, que é uma espécie de pedofilia ao quadrado. Mas Lena não está convencida. O seu faro de perdigueiro diz-lhe que alguma coisa não bate certo.

 

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O islão está antes da austeridade

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Após as últimas eleições para o parlamento europeu, muitos observadores justificaram a subida dos partidos nacionalistas e anti-europeístas com a crise económica e os ajustamentos troikistas. Esta linha de raciocínio talvez explique a subida dos neonazis na Grécia, mas não explica o sucesso de partidos nacionalistas na Escandinávia, Holanda, Reino Unido, Áustria, França. Esta direita nacionalista é muito anterior à crise económica pós-2008. Já ninguém se lembra do austríaco Jorg Haider? Na Holanda, Geert Wilders criou o seu espaço muito antes da crise, tal como a Frente Nacional em França. Todos estes movimentos aproveitam há décadas a paralisia do centro político em relação à questão islâmica.

 

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Os benfiquistas que precisam de Pinto da Costa

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Ontem, no café, dois camaradas benfiquistas estavam a discutir o Braga-Porto de hoje. Como sempre, foi um espectáculo cómico digno de registo, Monty Python na vida real. O primeiro dizia que "como sempre, o Braga vai deixar o Porto ganhar". Falava com um semblante de notário, sério, impávido, sem um pingo de dúvida ou gozo. "Sim, eles combinam sempre, vê-se mesmo que o Braga deixa o Porto ganhar, até falham de propósito". O segundo assentia bovinamente com a cabeça. Era como se o outro estivesse a dizer as coisas mais óbvias do mundo. Num acto de misericórdia, tentei intervir, mas mandaram-me acabar o pastel de nata. Não há nada a fazer: duas décadas de humilhações transformaram os meus camaradas em adeptos desta loucura conspirativa, que, diga-se, é muito portuguesa: a culpa do nosso fracasso nunca é nossa, mas sim de uma esquema obscuro liderado por um Lúcifer de serviço; não falhámos porque fomos incompetentes, falhámos devido aos árbitros (uma espécie de troika) e por causa do Pinto da Costa (a Merkel da Cedofeita).

 

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"O Islão precisa de uma revolução sexual"

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A Tempo e a Desmodo - 'O Islão precisa de uma revolução sexual'

Algumas histórias da feminista Seyran Ates são deliciosas. Exemplos? Como têm de casar virgens, muitas raparigas muçulmanas especializam-se nas artes da sodomia. É caso para dizer que a vida encontra sempre o seu caminho, nem que seja o caminho de Sodoma e Gomorra. Mas, verdade seja dita, a maioria das histórias não tem assim tanta graça: casamentos forçados, espancamentos, violações e a humilhação social permanente. Os homens turcos na Alemanha fazem questão de dizer na rua e em casa que passam algumas noites no bordel ou com as amantes. 

 

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A sharia já é lei na Alemanha

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Em 2008, na cidade de Hamburgo, Ahmad esfaqueou vinte e três vezes o peito da irmã, Morsal. A justiça alemã condenou o assassino de origem afegã a prisão perpétua. A decisão gerou protestos na família. Ou seja, mais uma vez, a família tomou a parte do filho-que-é-assassino e não a parte da filha-que-foi-assassinada. Porquê? Morsal era tema de conversa no bairro devido ao seu estilo de vida. Queria viver como uma alemã, vejam só!, não queria viver como se estivesse em Cabul. Estava a pedi-las.

 

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Edição Diária 17.Abr.2014

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