22/05/2012 atualizado às 22:40
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ASAE: "Também temos os nossos pecados"

Há cinco anos à frente da ASAE, António Nunes coordena uma instituição que resultou da junção de dez organismos - e que "não é uma casa fácil". Uma exploração de porcos que se autoalimentavam foi até agora o que mais o impressionou.

Carla Tomás (www.expresso.pt)
7:50 Terça feira, 11 de janeiro de 2011
«Quando se fazem 200 mil inspeções há erros»
«Quando se fazem 200 mil inspeções há erros»
Jorge Simão

A ASAE definiu alguma área preferencial de atuação para 2011?
Vamos estar mais atentos a tudo o que diz respeito à fixação de preços, ao açambarcamento e à fraude sobre mercadorias. São três grandes áreas quando há contenções na economia.

Desde que iniciou funções, em 2006, a ASAE quadruplicou as operações anuais e mais do que duplicou os alvos, os processos crimes e as suspensões de atividade. Vai a bom ritmo?
A ASAE tem tido um bom ritmo de trabalho. Temos superado os objetivos fixados. Em cinco anos de atividade fiscalizamos mais de 200 mil operadores económicos, o que representa um terço do tecido económico sobre a nossa vigilância. Também temos a avaliação de riscos alimentares com análises nos nossos laboratórios. Todos os dias temos equipas na rua (nos mercados, matadouros, talhos, supermercados, etc.) a pesquisar produtos que possam estar contaminados. A vigilância dá-nos confiança para dizer que os produtos consumidos pelos portugueses têm a qualidade que a comunidade europeia determina e que o conhecimento científico hoje nos permite verificar.

«Acha que eu iria puxar de um cigarro num local onde não pudesse? Só se estivesse insano»
«Acha que eu iria puxar de um cigarro num local onde não pudesse? Só se estivesse insano»
Jorge Simão

E onde encontram mais infrações?
Varia. Quando fazemos inspeções a nível de contrafações, encontramos taxas de incumprimento muito elevadas. Quando vamos a uma feira, vamos às 20 bancas que já sabemos que têm contrafação, não vamos às 150. E aí a taxa é de 100%.

Partem de denúncias?
Recebemos mais de 430 mil reclamações do livro de reclamações, mais de 80 mil denúncias. Temos uma base de dados com 520 inserções de operadores económicos que deixam o consumidor descontente ou irritado.

E qual a percentagem de verdadeiras infrações?
São todas vistas, mas a percentagem de processos-crime e contraordenações fica nos 4%. Respondemos a todas as reclamações em 45 dias. Por vezes a expectativa do consumidor sai frustrada, mas muitas das questões não têm punição. Por exemplo, se não lhe vendem o vestido que está na montra, não há uma infração. Se esperar uma hora para comer num restaurante, também não. A maior parte das denúncias prende-se com uma relação comercial frustrada.

"Há os mitos"


No início da atuação, a ASAE foi muito criticada publicamente por "exageros" de atuação...
Pela opinião Pública ou pela opinião publicada? Os estudos indicam que 65% a 75% da população apoia a ASAE. Há os mitos. Somos contra as bolas de berlim ilegais, não contra as que são vendidas por pessoas que provem que as adquiriram de forma legal. Também não somos contra a colher de pau. É um instrumento tradicional português que deve ser convenientemente utilizado e limpo. Não podemos aceitar que a mesma colher sirva para mexer o bacalhau com natas e a seguir o caldo verde. Houve muita confusão entre o que são os manuais de boas práticas e as imposições da ASAE. Não queremos pessoas com intoxicações alimentares.

Há cinco anos era menos fiável comer num restaurante do que é hoje?
Há hoje uma preocupação maior dos operadores económicos em cumprirem as diretivas impostas, porque sabem que há um organismo que os vai fiscalizar. Se não for hoje é amanhã.

Inspecionaram esta semana um armazém com milhares de iogurtes e queijo fora do prazo que iriam parar ao mercado. Há um mês desativaram um matadouro ilegal. Podemos ir em segurança à mercearia do bairro?
Estamos a vigiar o mercado. Não quer dizer que não haja fugas, mas hoje não é tão fácil. Não posso garantir que todos os animais que encontram no mercado foram abatidos num matadouro. Mas posso garantir que, hoje em dia, é muito difícil fazer passar esses produtos num hipermercado. É mais fácil passar em pequenos estabelecimentos. A generalidade dos produtos portugueses são de confiança e a generalidade dos restaurantes é de confiança.

«Faço parte da lista das pessoas que entendem que têm o perfil para aquelas (chefia das secretas) funções»
«Faço parte da lista das pessoas que entendem que têm o perfil para aquelas (chefia das secretas) funções»
Jorge Simão

O mercado está verdadeiramente controlado?
Nós temos o mercado controlado. A Europa tem dos mercados mais controlados do mundo. Os nossos inspetores são muito bons e a ASAE tem um nível de comportamento ao nível do melhor da Europa. A EFSA considera-nos um case study porque conseguimos juntar a parte económica com a alimentar. Quando vamos a um estabelecimento, olhamo-lo de forma global: a higiene, o fumo de tabaco, o licenciamento...

Qual foi o caso que mais o impressionou, ao nível da segurança alimentar?
Foi verificar uma exploração de porcos em que estes se autoalimentavam. Houve um abandono da exploração e, quando um morria, alimentavam-se dele. E o dono vendia-os. Mas devo dizer que nesse dia comi carne de porco.

"Houve exageros"


A intervenção musculada da ASAE foi muito criticada. É usada para impor respeito ou chegam a puxar o gatilho?
Em cinco anos só houve uma brigada nossa que recorreu a arma de fogo. Em 200 mil operadores económicos não é significativo. Foi numa situação de jogo ilegal numa casa de alterne. Uma coisa é dois inspetores irem a um restaurante, onde entram e saem a cumprimentar o operador. Outra é uma brigada ir a uma casa de alterne, no meio de um pinhal, onde estão 30 clientes e a taxa de alcoolemia já é elevada. Não podemos pôr em risco a vida das pessoas. As intervenções são em geral discretas.

Mas já houve exageros?
Quando se fazem 200 mil inspeções há erros. Houve exageros. Aceito essa crítica. E chamo a atenção internamente. Fizemos algumas coisas mal, mas a maioria fizemos bem. Temos um gabinete de assuntos internos que analisa atos menos corretos. Esta não é uma casa fácil.

Abriu processos disciplinares?
Abri processos disciplinares, punições e tenho recursos hierárquicos sobre as minhas decisões. Também temos os nossos pecados. E quando os encontramos, tentamos corrigi-los. Por exemplo, tivemos um processo em que foi furtada uma arma que levou a processo disciplinar.

Existem casos de corrupção na ASAE?
Até hoje não tenho nenhum caso reportado e provado de qualquer situação de corrupção na casa. Felizmente. A acontecer algum caso descredibilizava a casa. São profissionais de mão cheia.

A morosidade da justiça dificulta o vosso trabalho?
Não diria isso. Acho que talvez pudesse haver alguma aplicação de instrumentos como o processo sumário e o sumaríssimo. Todos gostaríamos que fosse mais rápido.

Admite que por vezes a legislação é confusa e omissa?
A ASAE tem 1226 leis para verificar e cerca de 150 setores diferentes de atuação. Não fomos nós que fizemos a lei. Quem achar que a norma está mal feita, que se queixe a quem fez a norma. Nós só fazemos a instrução do processo, o auto de notícia e a suspensão cautelar. Não aplicamos as coimas. Já ouvimos muitos políticos dizer que precisamos de melhores leis. Não concordamos com algumas.

Há mais inspeções e menos infrações. Isso significa um resultado da vigilância no mercado ou um maior refinamento na ilicitude?
Podem fugir à ASAE oito dias, mas não 15. Agora, em vez de dez encontra duas, três bancas com contrafação. Não quer dizer que vendam menos. Aguardamos que vão à carrinha. É um jogo do rato e do gato permanente.

"Cometo as mesmas faltas que qualquer mortal"


Gosta de tomar o seu café sem um olhar clínico?
Sim, é evidente. Os sítios por onde ando já estão todos vistos. Em redor da ASAE existem 37 cafés e restaurantes e já foram todos vistos. Como tudo em todo o lado e não penso nisso. Confio nas minhas brigadas. Evito ir a feiras, não por receio, mas porque podia ser interpretado como uma provocação.

Há três anos foi apanhado a fumar uma cigarrilha num casino na passagem de ano. Foi caricato...
Porquê caricato? Eu estava a fumar uma cigarrilha num sítio para fumadores, onde outras pessoas também estavam a fumar. Não cometi nenhuma infração. Acha que eu iria puxar de um cigarro num local onde não pudesse? Só se estivesse insano. Interpretei as notícias como uma brincadeira de mau gosto.

Quais são os seus vícios?
Não tenho vícios. Sou um fumador social. Não sou nenhum eremita, cometo as mesmas faltas que qualquer mortal. Tenho os mesmos pecados e as mesmas virtudes que qualquer pessoa.

O que pensa da lei do tabaco e de uma possível nova proposta de proibição de fumar em todo o lado?
A lei do tabaco foi das mais conseguidas em Portugal. A generalidade dos operadores económicos e dos cidadãos cumprem-na. Temos 3137 notificações relacionadas com a lei do tabaco. Se querem proibir em todo o lado, proíbam. Agora, há sítios onde não vai ser possível aplicar a lei. Desafio chegarem a uma discoteca em que estão 1500 pessoas e cinco ou dez a fumar. O que acontece é que no dia seguinte sairá uma notícia no jornal a dizer que houve tiros. Admito que se possa querer ir mais longe e proibir o fumo em todo o lado. A ASAE fará cumprir a lei. A lei do tabaco foi um sucesso, os operadores fizeram grandes investimentos. Não acho que haja razão para uma nova lei para já. Valerá a pena aguardar mais um tempo.

Gosta do que faz?
Se não gostasse não estava cá. Quando não se gosta muda-se. Devo dizer que é um fardo pesado. Não são fáceis estas funções. Não é uma casa fácil. Mas enquanto puder ser útil no meu serviço público - e sou um servidor público há 38 anos - farei o meu melhor.

Sente-se a amolecer? Já não é tão mediático.
Sinto que se fosse há 10 ou 15 anos seria mais exigente do que sou hoje. Há cinco anos tinha de dar mais a cara pela instituição. Agora não é necessário.

Tem-se falado na sua possível ida para a chefia das Secretas. É uma ambição sua?
Sou funcionário da administração pública há 38 anos. Tenho vindo a ocupar os lugares para que os diversos Governos me têm convidado. Estive nos bombeiros, na Proteção Civil, na Agência de Segurança Alimentar, na Direção-Geral de Viação - portanto, essa valorização deve ser feita por quem entende que me deve convidar para determinada função. A área em que mais trabalhei foi a da segurança. Na evolução dos meus estudos tenho-me dedicado à área da segurança e do terrorismo.

Está a fazer o doutoramento nessa área?
Sim. Passo a fazer parte da lista imensa ou curtinha das pessoas que entendem que têm o perfil para aquelas funções. Mas isso não traz nenhuma ambição pessoal. Desempenho as minhas funções na ASAE enquanto o Governo quiser.

 

Versão integral da entrevista publicada na edição impressa do Expresso de 8 de janeiro de 2011

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Propaganda da ASAE
águiadois (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 8:00 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
Ainda não se percebe bem para que serve esta propaganda da ASAE.Só se fôr mesmoi para justificar o ordenado e mordomias do chefe.
 
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    Re: Propaganda da ASAE    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 9:34 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
    Ler Camões não é para todos    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:42 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
    Re: Propaganda da ASAE    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:18 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
Credibilidade
makiavel (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 9:32 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
A ASAE conseguiu algo raro em Portugal: credibilidade.

A frase" vem aí a ASAE" tornou-se uma das mais temidas neste cantinho.
Num pais onde quase todas as instituições são vistas com desconfiança, quando se fala da ASAE pensa-se em acção.

Desculpo alguns excessos por isso.
Tomara que outras instituições tivessem a mesma postura.
 
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    Re: Credibilidade    Ver comentário
Samm (seguir utilizador), 1 ponto , 10:12 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
    Re: Credibilidade    Ver comentário
CCCP (seguir utilizador), 1 ponto , 22:18 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
Re: ASAE: "Também temos os nossos pecados"
Gilvaia (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 10:48 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
A meu ver, a intervenção na ASAE em Portugal tem um saldo muito positivo.
Eu, todos os anos sou sujeito a uma fiscalização por parte da ASAE, nunca tendo nenhum problema até então. Mas conheço casos de restaurantes com algum prestígio têm cozinhas instaladas ao ar livre ou cobertas por um simples tolde. A inspecção isenta que a ASAE faz é sem dúvida de louvar e um exemplo para todos.
É claro que há alguns exageros, há certas regras que não são sustentáveis como em alguns tipos de comércio só se poder limpar os estabelecimentos com papel sem panos e esfregonas, o que é de facto muito díficil. Hà também excessos no que toca à tradição portuguesa, pois criaram-se grandes intraves à criação de alimentos ditos caseiros e mesmo à criação de animais, o que é uma pena, pois quer se queira ou não Portugal é profundamente marcado pela sua tradição......
Mas sem dúvida que a ASAE deve continuar o seu trabalho de rigor e exegência.
 
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    Re: ASAE:    Ver comentário
Samm (seguir utilizador), 1 ponto , 11:30 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
"Também temos os nossos pecados."
MadHat (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 18:51 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
Ora então, talvez seja de mostrar compreensão para com os pecados dos outros porque os fiscalizados, esses não têm alternativa... deixem lá em paz os restaurantes chineses, as velhotas da praça e outros "perigos públicos" do género.

Já agora: "não podemos permitir que a mesma colher seja utilizada no bacalhau e no caldo verde"?! Ai, meu Deus, não sei como os portugueses não são uma raça em vias de extinção, com estes comportamentos de alto risco!

Há regras para isto?! E uma lei que nos proteja do ridículo?

 
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    Tem razão!    Ver comentário
MCA35 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:10 | Quarta feira, 12 de janeiro de 2011
retórica pura
CCCP (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 20:11 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
O Sr. Jornalista trabalha para o governo?
Ou foi feita uma lista das perguntas a não fazer ao Sr. Inspector?
É que se não, parece...
Propaganda para a carneirada...
 
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Tachos!
leitaojo (seguir utilizador), 1 ponto , 9:36 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
Não é verdade quando este sr afirma que todas as reclamações são respondidas.
 
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ASAE....em tudo...
Trolha da Areosa (seguir utilizador), 1 ponto , 10:00 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
Se houvesse uma ASAE nas finanças talvez não estivessemos assim! Sou apologista de menos Estado mas um Estado verdadeiramente fiscalizador das regras e castigador! Então sim, vamos a eles....!
 
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Parabéns ASAE
ja_penso (seguir utilizador), 1 ponto , 10:00 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
A ASAE foi das melhores coisas que aconteceu em Portugal. Deviam incidir mais a sua actividade nos restaurantes ,mercearias,grandes superfícies incluídas.Em todos os locais em que o objecto orgânico é manuseado ou utilizado. As feiras deviam ser secundárias.
 
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O GRANDE PECADO DA ASAE
Black-realista (seguir utilizador), 1 ponto , 10:20 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
Ser também permeável a tráfico de influencias.
 
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Bom trabalho
rht (seguir utilizador), 1 ponto , 12:07 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
A ASAE tem feito um bom trabalho!

Evidente que se registaram alguns excessos, mas é uma consequência natural de qualquer força. Daí a necessidade de serem fiscalizadas.

O que parece difícil a sociedade perceber é que a ASAE faz cumprir a Lei, mas não faz a Lei.

Pessoalmente não consigo compreender algumas aberrações na Lei, mas não posso criticar as forças policiais por imporem o seu cumprimento. Na verdade, é para isso que existem.
 
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Policias??????
Zeca atento (seguir utilizador), 1 ponto , 12:49 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
Gostaria que me explicacem porque razão a ASAE, é uma policia. A meu ver será que temos outra entidade que se dedica à caça de multas (Ex. Policia municipal , Emel, autoridade no trabalho, etc.), penço que se não houvesse o trocha do Portugesinho estas coisas como se passa nops outros paises talvez vocem à vela.
 
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Uma coisa é credibilidade...
MCA35 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:29 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
outra é medo. Numa democracia nenhuma instituição deve provocar medo aos cidadãos.

Na minha rua há uma merceariazita que já os meus avós frequentavam. Deve ter seguramente mais de 50 anos. Aqui há uns anos fez umas ampliações e começou também a servir refeições.

Fale da ASAE ao dono e vê-o ficar branco. Tem medo. Com razão ou sem ela, teme ficar sem o ganha pão de quase toda a família.

Se tivesse algum problema grave já tinha fechado há muito, por falta de clientes, porque não há como esconder problemas quando as pessoas se conhecem todas e frequentam os mesmos locais ao longo de décadas.

Não sei se cumprirá todas as regras. Sei que é um ponto de encontro sempre com uma palavra amável, que nunca fez mal e ninguém e trabalha muitas, muitas horas.

Sei que tem medo e evita até falar do assunto de forma algo supersticiosa. Provavelmente tem medo de não cumprir regras que nem conhece. Tem medo da arbitrariedade da autoridade, da ASAE hoje, como antes da PIDE (apesar de tudo acho o paralelismo um exagero mas já o ouvi ser empregue).

Em todos os casos que não coloquem a saúde em risco a função da ASAE devia ser muito mais de informação do que de punição, pelo menos numa primeira abordagem. Na verdade, nem sei se não será isso que fazem, mas lá que não é a imagem que transmitem...

 
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    Medo...porque não conhece as regras?    Ver comentário
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 16:06 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
    Re: Medo...porque não conhece as regras?    Ver comentário
MCA35 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:32 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
    Re: Medo por ignorância...obviamente!    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 23:15 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
    Re: Medo por ignorância...obviamente!    Ver comentário
MCA35 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:00 | Quarta feira, 12 de janeiro de 2011
    Re: Uma coisa é credibilidade...    Ver comentário
"LUAOUAKYARA" (seguir utilizador), 1 ponto , 18:05 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
CORAÇÕES AO ALTO
FJusto (seguir utilizador), 1 ponto , 22:03 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
talvez porque errar é humano?
 
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    Re: CORAÇÕES AO ALTO    Ver comentário
CCCP (seguir utilizador), 1 ponto , 22:20 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
Memória curta bem portuguesinha
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 22:46 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
Não era o filho deste senhor que tinha uma empresa de informática contratada pelo actual governo e que deu barracada pela incompetência bem portuguesinha?

Acho que era ...

Também sei de outras coisas que me contaram, de alguém que diz tê-lo conhecido pessoalmente e com uma opinião nada abonatória em relação ao senhor ...

Enfim, é um portuga dos quatro costados, como se costuma dizer neste paiseco ...
 
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Os estudos indicam que 65% a 75%
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 23:39 | Terça feira, 11 de janeiro de 2011
da população apoia a ASAE???
A ASAE deveria ser consensual como tudo o que funciona organicamente e não necessitar de recorrer a sondagens para demonstrar ter apoio social, que nem sequer é
um bom argumento!!! Essa é quase a mesma % que não apoia o actual governo e no entanto...continua a desgovernar!
Por outro lado o argumento do voto só tem valor político e pouco ou nulo valor técnico.
Criada em 2006 a ASAE melhorou o estado alimentar do país? Obviamente que não porque um dos vários factores responsáveis pela diminuição da produtividade nacional foi a intervenção desastrada da ASAE sobre o pequeno comércio e sobre a produção artesanal e consequentemente a ASAE é um dos factores da crise actual com o seu cortejo de desempregados, pobres e malnutridos.
Os regulamentos devem ser feitos com sabedoria (saber técnico mais sensatez) e a fiscalização deve ser feita com arte e sabedoria também coisa que a ASAE não tem tido...pelo menos na opinião de 35 a 25% da população que neste caso parece ser a que tem mais razão!
 
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    Re: Os estudos indicam que 65% a 75%    Ver comentário
MCA35 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:44 | Quarta feira, 12 de janeiro de 2011
    Re: Os estudos indicam que 65% a 75%    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 19:58 | Quarta feira, 12 de janeiro de 2011
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